
Pelo que li algumas vezes, o Felipão era contra a vinda do colombiano e de outros reforços (dizem que até o Romário foi oferecido). Scolari confiou no grupo campeão, o que hoje me parece um erro que até ele reconhece.
Estranhamente o que era pra ser um segundo semestre tranquilo após o inesquecível título sulamericano foi muito turbulento. Lembro-me vagamente de um protesto da Mancha em um treino do Palmeiras no qual a torcida quebrou quadros com homenagens aos jogadores após eles não comparecerem à entrega do prêmio. Também me lembro de algumas declarações polêmicas do Marcos, denúncias de alguns jogadores exagerando na noite e notícias de brigas internas . O grupo não era tão unido quanto parecia no primeiro semestre.
Na final contra o Manchester o Asprilla foi titular e pelo que me consta que fez um bom jogo. Depois daquela data nunca mais revi (e não faço questão nenhuma) nenhum lance daquele jogo, mas nas minhas memórias o Palmeiras massacrou o Manchester e pedeu inúmeras chances de gol. Enquanto alguns times são massacrados pelo Liverpool e ganham, outros massacram o Manchester e perdem... zica, zica ,zica!!
O Evair entrou durante o jogo e ficou muito chateado com o Felipão por não ter sido titular. Ele até pulou o muro no final do ano e nem sei se já perdoou o Felipão. Mas para mim quem "sumiu" naquele fatídico jogo foi o Paulo Nunes.
O jogo no Japão passou, meio time foi embora e o Asprilla ficou. Meio indiferente, meio displicente, mas às vezes fazia um golzinhos no melhor estilo habilidoso mas com sangue de barata.
Até que chega a final da Libertadores de 2000 contra o Boca e o lance que marca para a mim a passagem do jogador no Palmeiras: Segundo jogo. Metade do segundo tempo. 0x0. Um lance meio confuso e meio que por milagre a bola está passando rente a linha do gol sem goleiro para o Asprilla e um jogador do Boca dividirem. Era só enfiar o pé na bola. Vai meu filho!!!! Chuta!!!! Mas o Asprilla não consegue e apesar de sofrer um penalti induscutível não somos como um time alvinegro para sermos "ajudados" pela arbitragem. Porca miséria! (Alguém se lembra desse lance?)
Posso até estar muito enganado a respeito dos relatos sobre as partidas contra o Manchester e o Boca. Afinal de contas nunca mais fiz nenhuma questão de rever as partidas. Portanto fiquem a vontade para discordar da minha opinião nesse post.
De bom do Asprilla guardo o título da Copa dos Campeões. Era um jogador habilidoso, mas muito displicente (no melhor estilo colombiano de jogar futebol). Ganhar ou perder para o Asprilla não parecia ser tão importante. E talvez até por isso perdemos com ele quando merecíamos ganhar.