sábado, 11 de agosto de 2012
Anos esquecíveis: Palmeiras-2007
sexta-feira, 27 de julho de 2012
O primeiro Betinho
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Basílio e a camisa estranha
Palmeiras 2x1 Vasco
Data: 05/02/2000
Torneio Rio – São Paulo
Local : Estádio Parque Antártica (São Paulo – SP)
Arbitro : Reinaldo Ribas
Público : Não Informado
Gols : Basílio (Palmeiras 15/1ºT), Romário (Vasco 30/1ºT) e Asprilla (Palmeiras 36/1ºT)
Expulsão : Alexandre Torres (Vasco)
Palmeiras – Marcos, Rogério, Agnaldo, Roque Júnior, Júnior, César Sampaio, Galeano, Pena (Tiago Silva), Asprilla (Jackson), Euller e Basílio (Taddei) Técnico : Luís Felipe Scolari
Vasco – Hélton, Mauro Galvão, Odvan (Maricá), Alexandre Torres, Gilberto, Paulo Miranda (Léo Lima), Amaral, Válber, Juninho, Viola (Luís Cláudio) e Romário Técnico : Alcir Portella
sábado, 7 de abril de 2012
Jogos Esquecíveis: Palmeiras 1x0 Paysandú (26/09/2002)

No ano de 2002 eu era adolescente e estava no auge do meu fanatismo pelo alviverde. Quando você é "moleque" as vitórias e derrotas possuem tons mais doces ou amargos e o futebol é uma grande parte de sua vida. De maneira simplista pode-se dizer que a vida são os amigos, a namoradinha, a escola e o futebol. O resto é secundário.
Pois bem, como eu era sócio do Palmeiras naquela época assisti a maioria dos jogos daquele Brasileirão. Hoje pode parecer absurdo, mas no início do campeonato eu estava confiante no título. O técnico era o Luxemburgo, tinhamos o goleiro recém-campeão da Copa, tinhamos contratado o destaque do primeiro semestre (Dodô), um grande ídolo voltava (Zinho), trazido boas promessas (Nenê e Leonardo Moura) e a base tinha jogadores que gostava na época (César (zagueiro), Arce, Itamar, etc). Com um pouquinho de sorte até que daria para disputar o caneco.
Primeira partida: empate com o Grêmio em casa (estava lá). Considerei normal apesar de ter ficado um pouco chateado. Em seguida o Luxemburgo pede demissão e vai para o Cruzeiro. Putz, e agora? Mas enfim... na segunda partida o Palmeiras empata fora contra o Cruzeiro e pensei que daria para continuar adiante sem o desertor. Terceira rodada: vitória por 3x2 sobre o São Caetano. Quem sabe? Quem sabe?
Mas o sinal vermelho acendeu para mim apenas na quarta rodada. Uma trágica derrota para o Atlético-MG por 4x0 no Palestra (também estava lá). Algo de errado estava no ar.
Daí em diante foi uma sequência de derrotas e empates que prefiro nem comentar. Tudo dava errado e o clima ficava cada vez mais pesado. Me lembro de ter saído chorando do Palestra após uma derrota para o Bahia por 2x1 com o gol da vitória deles aos 44 minutos do segundo tempo em um sábado frio e desolador.
O rebaixamento parecia uma questão de rodadas. Aquele bando de malditos jamais conseguiria sair do buraco que haviam colocado um gigante. Mas no dia 26 de setembro de 2002 a história foi diferente...
Era uma quinta-feira e o Palmeiras vinha de uma derrota para a Ponte Preta e apenas 1 vitória em 12 partidas no campeonato. Relutei em ir com meus amigos ao Palestra com medo de mais uma desolação. Mas enfim, vamos lá despejar mais um pouco de fanatismo nas arquibancadas duras do jardim suspenso...
Palmeiras x Paysandú. Logo na entrada fiquei muito surpreso: uma fila gigante e 15 mil fanáticos sofrendo e querendo ajudar de alguma forma o time. Era a hora de ir até a morte mesmo que o "paciente" estivesse em estado terminal. O amor foi incondicional e isso me recordo com carinho daquele ano.
O jogo corria amarrado, tenso e quem fizesse o primeiro gol fatalmente venceria aquele jogo de baixo nível técnico. Final do primeiro-tempo: 0x0. Estranhamente acreditava que ganharíamos a peleja pois aqueles pernetas em campo tinham ao menos que retribuir o apoio que tantos fanáticos estavam dando naquele momento.
25 minutos do segundo tempo. Nenê invade a grande área e cruza rasteiro sem direção, Itamar domina a bola meio sem jeito e fuzila! Gol! Gol! Gol!
Daí até o final foi um sufuco só. O time escaldado com tanta desgraça se retranca e chuta a bola para qualquer lado na expectativa de um sorriso naquele mar de desilusão. É aquele momento de angústia coletiva que só quem frequentou algum jogo no estádio sabe. É algo quase insuportável. Mas acabou! Ganhamos, pqp! Ganhamos, p....! Ganhamos c....!
De repente aparece uma bandeira grande de Nossa Senhora Aparecida. Algo emocionante. A fé realmente movia montanhas ou ao menos nosso time para sair das trevas. Saímos com um sentimento: no final tudo vai dar certo!
Infelizmente não deu. O time até reagiu e alternava vitórias com derrotas a partir daquela vitória. Mas fraquejou em momentos cruciais que também não vale a pena escrever aqui.
De qualquer forma guardo com carinho aquela vitória sobre o Paysandú. Se tivéssemos escapado talvez o jogo fosse lembrado com mais carinho e como o ponto de virada para evitar o pior.
Enfim... às vezes a vida não é aquele balão azul que desejamos. Mas é como diz Fernando Pessoa: "Tudo vale a pena, se a alma não é pequena". E aquele 26 de setembro de 2002 valeu muito a pena para a minha alma palestrinha. Afinal de contas foram 15 mil palmeirenses que compartilhavam juntos de um conjunto de sensações indescritíveis. Era o que nos mantia vivos e nos matava naquele momento e por toda uma vida.
Matéria sobre o jogo: http://www1.folha.uol.com.br/folha/esporte/ult92u48675.shtml
sexta-feira, 9 de março de 2012
Quem é melhor: Palmeiras ou Corinthians?

Reportagem da Placar de 25 de março de 1990. Nela a revista analisa e compara posição por posição os jogadores de Palmeiras e marginal sem número.Abaixo o texto da comparação feita pela Placar. Vejam se concordam ou discordam:
Veloso x Ronaldo: os dois atravessam uma excelente fase, mas o potencial do goleiro palmeirense é maior.
Edson x Giba: Ambos são bons apoiadores e peças importantes no ataque. Édson, porém, é mais experiente.
Toninho x Marcelo: Se voltar com o mesmo rendimento, o central do Palmeiras leva vantagem, já que Marcelo não tem se destacado.
Eduardo x Guinei: Aqui, novamente o palmeirense se destaca. Eduardo é mais eficiente na saída de bola e cobre melhor.
Dida x Jacenir: Na marcação, os dois se equivalem, mas o lateral alviverde apóia com muito mais determinação.
Elzo x Márcio: Um duelo parelho. Ambos se destacam pela marcação forte. Márcio, porém, tem mais "gás" que Elzo.
Betinho x Eduardo: Betinho é um dos jogadores mais habilidosos do time de Jair Pereira. Eduardo, porém, precisa atacar melhor.
João Paulo x Neto: O grande problema de Neto é sua irregularidade, pois tanto quanto João Paulo, é capaz de decidir um jogo.
Careca x Tupãzinho: Careca é sempre um perigo ao gol inimigo, enquanto o corintiano trabalha mais na armação das jogadas.
Mirandinha x Valmir: O jovem Valmir mostrou talento mas ainda briga com Viola pela camisa 9. Ambos, porém, não tem a voracidade do goleador palmeirense.
Paulinho Carioca x Fabinho: Paulo Carioca é o mais veloz no ataque do Verdão e supera, tecnicamente, o rival Fabinho.
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Algumas considerações:
- Foi nesse campeonato que um certo time tricolor foi rebaixado. Alguém imagina quem foi? Será que viraram a mesa no outro ano?
- O Jair Pereira era o técnico do Palmeiras no início de 1990. Mas pelo jeito ele não durou muito. Posso estar errado, mas o Jair foi substituído pelo Telê Santana.
- O time do Palmeiras parece mesmo melhor do que o do Corinthians, mas alguém sabe quem era esse Eduardo e João Paulo (era aquele que fez dupla com o Evair no Guarani)?
- Dois jogadores que eu gostava muito Careca e Betinho. Não sei se eles eram craques ou pernetas, mas na minha mente infantil eram meus maiores ídolos entre 1990 e 1991.
- O Mirandinha era mesmo fominha? hehehe....
quinta-feira, 1 de março de 2012
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Palmeiras fecha parceria com a ISL! Chegou a Parmalat 2!!!


Naqueles tempos de internet incipiente, não sabíamos direito o que acontecia direito no Palmeiras ou em qualquer outra equipe. Ainda não estávamos na época de overdose de informações que temos hoje com Twitter, Facebook, sites, blogs, fóruns, etc, etc.
Lendo a notícia vi que o formato da parceria seria diferente do que o da Parmalat, mas de qualquer forma o acordo com a ISL parecia muito bom (ao menos na minha opinião, não sei se vocês concordam). Achava mesmo que um ceú de brigadeiro estava no horizonte alviverde. Infelizmente deu tudo errado: a ISL quebrou, o Mustafá se mostrou um terrível gestor e tivemos anos horrorosos pela frente.
Hoje 10 entre 10 palmeirenses odeiam o Mustafá, mas confesso que em 2000 considerava ele um bom presidente que pouco aparecia. Foi a partir de 2001 que começei a desconfiar que teríamos tempos duros pela frente.
O engraçado é que um dos principais destaques do acordo era a modernização do Palestra Itália. Veja a frase do Mustafá destacada na matéria: "Nós estamos dando um grande passo rumo a um futuro brilhante. Vamos tornar o Parque Antarctica um estádio multi-uso que nos trará uma fonte extra de receita." Curioso, não? Recordar é viver!
Abaixo a íntegra da notícia:
Tempos modernos
Depois de oito anos, a Parmalat não estará mais ao lado do Palmeiras. Ontem à noite, clube assinou uma carta de intenções com a ISL para, principalmente, reformar o Parque Antarctica (subtítulo)
O Palmeiras tinha preparado o jantar para anunciar a parceria com a ISL. Depois de mais de uma hora de atraso, os executivos da empresa de marketing suíça chegaram ao estádio e se trancaram em uma sala com o presidente do Verdão, Mustafá Contursi. O Palmeiras irá receber US$70 milhões para a reforma do Parque Antarctica. A ISL também será a responsável pela captação de recursos para contratação de jogadores e investimentos no time de futebol.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a empresa explicou que foi assinado um protocolo de intenções e assim se abriram as negociações para a formação da parceria entre o Palmeiras e a ISL.
Ainda segundo a assessoria da empresa, a negociação deve ser bastante rápida. A ISL irá atuar como uma agência de marketing esportivo do Palmeiras, de acordo com a nova lei brasileira dos esportes, e teria a missão de captar investidores para ajudar o clube.
Embora tenha sido anunciado apenas o protocolo de intenções, o acordo entre a empresa e o Verdão já está firmado e só não foi anunciado porque o contrato entre o clube e a Parmalat ainda está em vigor.
O novo parceiro do Palmeiras já tem acordo com o Flamengo e, amanhã, irá selar oficialmente seu vínculo com o Grêmio. No Verdão, a ISL vai priorizar a reforma do Parque Antarctica, que terá capacidade ampliada para 44 mil pessoas e será coberto. A intenção da diretoria palmeirense é transformar o Palestra numa casa de espetáculos e, para isso já está quase certo um acordo com a Rede Globo para exploração do novo Parque Antarctica.
O acordo firmado ontem também trará frutos para o departamento de futebol profissional do Verdão. Porém, a ISL não vai investir diretamente na contratação de estrelas para o time, que está sendo montado visando a Libertadores de 2001 e o Mundial de Clubes da Fifa.
A empresa suíça terá a missão de buscar os recursos para a contratação das principais estrelas para o elenco do ano que vem.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Osmar Daiane
Vindo do Santo André (após este maldito time ter nos eliminado da Copa do Brasil), ninguém parecia muito animado com sua vinda. Mas foi aí que Osmar começou a fazer uma sequência de gols no Brasileirão, o time começou a ganhar partidas seguidas e os apelidos começaram a aparecer: Golsmar, Osmar Cambalhota e o melhor de todos Osmar Daiane.
Uma observação: em 2004, a ginista Daiane dos Santos era a principal esperança do Brasil nas Olimpíadas daquele ano. Uma chatice sem tamanho! Só se falava no tal duplo twist carpado... e foi assim que começaram a chamar o paulista de Marília de Osmar Daiane por comemorar seus gols com cambalhotas estilo Cafu.
Osmar era um jogador limitado, mas é preciso reconhecer que foi importante em uma época de times patéticos (talvez tão ruim quanto o atual). Também me lembro que ele jogou pelo alviverde no campeonato Paulista de 2007 e fez um gol naquele 3x0 inesquecível contra um certo time da Marginal. Depois nunca mais ouvi falar dele...
O curioso é que aquele Palmeiras-2004 liderou o campeonato por algumas rodadas, conquistou uma vaga na Libertadores no ano seguinte e poderia ter sido até campeão caso a verba para o departamento de futebol fosse maior que a do departamento de bocha.
sábado, 21 de janeiro de 2012
Edmílson He-Man
Nunca tinha ouvido falar do tal He-Man antes de sua contratação. Mas as reportagens diziam que ele tenha feito uma boa carreira em Portugal jogando no Porto e Sporting. Mumu com sua visão precisa para descobrir craques indicados por empresários topou a parada.
O campeonato Brasileiro de 2001 foi um dos mais bizarros da história. A final foi São Caetano e Atlético Paranaense, muito jogos ocorriam no período da tarde para economia de energia na época do "apagão", e o Palmeiras conseguiu fazer uma primeira parte do campeonato brilhante e uma reta final patética.
Voltando ao Edmilson...o único gol dele pelo Palmeiras foi também o nosso último momento de esperança naquele campeonato. Uma vitória contra o Santos em uma quarta-feira a tarde no Palestra Itália (eu estava lá!!).
Após aquele jogo, acredito que perdemos uma 8 ou 9 partidas seguidas e despencamos da liderança para fora da zona de classificação (oito primeiros). Mumu já dava provas da sua grande competência como gestor sem o amparo das caixas de leite.
Quanto ao Edmilson, bem... infelizmente vimos que ele não tinha a força (piada infame).
*Imagem retirada do site Memória Alviverde: http://www.memoriaalviverde.hd1.com.br/jogadores/EdmilsonPimenta.htm
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Tunísia, Egito, Líbia e Palmeiras?

Dizem que a Reforma e a Renascença foram o resultado de uma simples invenção que democratizou o acesso à leitura e à cultura, a imprensa de Guttenberg. E, pelo jeito, os mais novos descendentes da imprensa, a Internet, os celulares, as mensagens imediatas e simultâneas e as redes sociais provocaram esse mundo novo que vamos ver com a transformação dos países árabes em países democráticos, livres economicamente e desvencilhados dos reis e ditadores comprometidos com seus antigos colonizadores. Inshalá - Publicado originalmente no Direto da Redação
Primavera verde chegando?
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VAI PASSAR (Chico Buarque) - Com "pequenas" adaptações
Vai passar nesse clube uma manifestação popular
Cada paralelepípedo do velho Palestra esse dia vai se arrepiar
Ao lembrar que aqui passaram jogadores imortais
Que aqui sangraram pela nossas tradições
Que aqui torceram nossos ancestrais
Num tempo página infeliz da nossa história,
passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia a nossa coletividade tão distraída
sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações
Seus amantes erravam cegos pelo continente,
levavam pedras feito penitentes
Ouvindo notícias plantadas em jornais
E um dia, afinal, terão o direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia que se chamará “Diretas Já!”
diretas já, diretas já
Vai passar, palmas pra ala dos turcos malditos
O bloco dos giltos retintos
e a corja das famiglias
Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma clube a cantar
A evolução da liberdade até o dia clarear
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral vai passar
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral... vai passar





