sexta-feira, 11 de maio de 2012

Basílio e a camisa estranha

Beppe, acorda! É um sábado de fevereiro, mas não precisa dormir tanto! Abre a janela e levanta... levanta que já são quase uma da tarde.
05 de fevereiro de 2000. O sol está brilhando forte como um dia de verão que é. O alviverde joga hoje, mas é nas piscinas do clube que a animação está maior. É melhor assistir ao jogo contra o Vasco pelo torneio Rio São Paulo ou tomar coragem para pular do trampolim de 10 metros? Esse time vale meus dez reais? Apesar dos pesares o jogo ainda é a melhor opção. Sempre foi!
Volto minhas memórias para um mês e meio atrás. Os meus heróis começam a passar na tesorauria e amar outras cores. Um dia é o Oséias. Depois Clebér. Paulo Nunes? Já foi! Evair? Como assim pulou o muro? Júnior Baiano mandou um axé, meu bem! Zinho, cadê você? Até o Paulo Paixão debandou?
Não é possível.... Do topo ao abismo sem escalas? A vida é dura, mas aí já é demais! Quando que o Palmeiras irá anunciar aqueles craques que sempre davam belos contornos nos nossos verões anteriores? 
Parece um sonho, mas não é.... acordei e estou em 05 de fevereiro de 2000. O Palmeiras enfrenta o Vasco com alguns jogadores que não seriam sequer reservas no ano anterior: Marcos, Rogério, Agnaldo, Roque Júnior, Júnior, César Sampaio, Galeano, Pena (Tiago Silva), Asprilla (Jackson), Euller e Basílio (Taddei). Espere...Basílio? Basílio? Aí já é demais! É esse semi-careca franzino que vai ser nosso atacante? Pqp... que palhaçada é essa?
O jogo começa e lá estamos nós derretendo no concreto duro do Palestra. Apoiando onze camisas com diferentes tons de verde (não sei se é a mais bonita ou bizarra camisa que já vi). Estou grogue! Foram muitas novidades futebolísticas para mim desde o início do ano.
De repente o semi-careca que poderia ser um professor de física ganha na corrida de um defensor e fuzila! Gol! Ele também devia estar mordido. Devia saber que não era culpado daquela situação, que seria a sua grande chance na carreira, mas as feridas alviverdes ainda estavam abertas. O verde imponente parecia mais hesitante do que nunca. 
Romário empata. Asprilla desempata e ganhamos! Não sei se começo a ter esperanças ou continuo desconfiando. Ah... quer saber? Já passa das 18:00, vamos comer uma pizza e relaxar um pouco! Afinal de contas, não há Mustafá que sempre dure, ou Ademir da Guia que nunca acabe!

Palmeiras 2x1 Vasco
Data: 05/02/2000
Torneio Rio – São Paulo
Local : Estádio Parque Antártica (São Paulo – SP)
Arbitro : Reinaldo Ribas
Público : Não Informado
Gols : Basílio (Palmeiras 15/1ºT), Romário (Vasco 30/1ºT) e Asprilla (Palmeiras 36/1ºT)
Expulsão : Alexandre Torres (Vasco)
Palmeiras – Marcos, Rogério, Agnaldo, Roque Júnior, Júnior, César Sampaio, Galeano, Pena (Tiago Silva), Asprilla (Jackson), Euller e Basílio (Taddei) Técnico : Luís Felipe Scolari
Vasco – Hélton, Mauro Galvão, Odvan (Maricá), Alexandre Torres, Gilberto, Paulo Miranda (Léo Lima), Amaral, Válber, Juninho, Viola (Luís Cláudio) e Romário Técnico : Alcir Portella

4 comentários:

  1. Me lembro bem desse jogo, aquela camisa era muito esquisita, porem com ela ganhamos os dois titulos daquela temporada, torneio rio são paulo e copa dos campeões e perdemos a mercosul.
    Leandro

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  2. Quando vi aquela camisa pela primeira vez, pensei: "Deve ser vingança da Parmalat pela derrota em Tóquio!!!". Mas foi uma forma de deixar marcado aquele semestre, sobretudo aquele titulo. O Basílio era bom jogador, ele com o Euller era engaçado, pois eles corriam pra cacete. Nessa partida contra o Vasco, pensei que apanhariamos feio, vendo o adversário com uma penca de ótimos jogadores. Mas aquele grupo tinha uma raça incrível, poderia ter ido além das penalidades contra o Boca cinco meses depois...

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  4. Bons tempos apesar que depois disto o time entrou numa maré de derrotas sem fim. Este time foi o começo de tudo. lembram do bom e barato?

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