sexta-feira, 11 de maio de 2012

Basílio e a camisa estranha

Beppe, acorda! É um sábado de fevereiro, mas não precisa dormir tanto! Abre a janela e levanta... levanta que já são quase uma da tarde.
05 de fevereiro de 2000. O sol está brilhando forte como um dia de verão que é. O alviverde joga hoje, mas é nas piscinas do clube que a animação está maior. É melhor assistir ao jogo contra o Vasco pelo torneio Rio São Paulo ou tomar coragem para pular do trampolim de 10 metros? Esse time vale meus dez reais? Apesar dos pesares o jogo ainda é a melhor opção. Sempre foi!
Volto minhas memórias para um mês e meio atrás. Os meus heróis começam a passar na tesorauria e amar outras cores. Um dia é o Oséias. Depois Clebér. Paulo Nunes? Já foi! Evair? Como assim pulou o muro? Júnior Baiano mandou um axé, meu bem! Zinho, cadê você? Até o Paulo Paixão debandou?
Não é possível.... Do topo ao abismo sem escalas? A vida é dura, mas aí já é demais! Quando que o Palmeiras irá anunciar aqueles craques que sempre davam belos contornos nos nossos verões anteriores? 
Parece um sonho, mas não é.... acordei e estou em 05 de fevereiro de 2000. O Palmeiras enfrenta o Vasco com alguns jogadores que não seriam sequer reservas no ano anterior: Marcos, Rogério, Agnaldo, Roque Júnior, Júnior, César Sampaio, Galeano, Pena (Tiago Silva), Asprilla (Jackson), Euller e Basílio (Taddei). Espere...Basílio? Basílio? Aí já é demais! É esse semi-careca franzino que vai ser nosso atacante? Pqp... que palhaçada é essa?
O jogo começa e lá estamos nós derretendo no concreto duro do Palestra. Apoiando onze camisas com diferentes tons de verde (não sei se é a mais bonita ou bizarra camisa que já vi). Estou grogue! Foram muitas novidades futebolísticas para mim desde o início do ano.
De repente o semi-careca que poderia ser um professor de física ganha na corrida de um defensor e fuzila! Gol! Ele também devia estar mordido. Devia saber que não era culpado daquela situação, que seria a sua grande chance na carreira, mas as feridas alviverdes ainda estavam abertas. O verde imponente parecia mais hesitante do que nunca. 
Romário empata. Asprilla desempata e ganhamos! Não sei se começo a ter esperanças ou continuo desconfiando. Ah... quer saber? Já passa das 18:00, vamos comer uma pizza e relaxar um pouco! Afinal de contas, não há Mustafá que sempre dure, ou Ademir da Guia que nunca acabe!

Palmeiras 2x1 Vasco
Data: 05/02/2000
Torneio Rio – São Paulo
Local : Estádio Parque Antártica (São Paulo – SP)
Arbitro : Reinaldo Ribas
Público : Não Informado
Gols : Basílio (Palmeiras 15/1ºT), Romário (Vasco 30/1ºT) e Asprilla (Palmeiras 36/1ºT)
Expulsão : Alexandre Torres (Vasco)
Palmeiras – Marcos, Rogério, Agnaldo, Roque Júnior, Júnior, César Sampaio, Galeano, Pena (Tiago Silva), Asprilla (Jackson), Euller e Basílio (Taddei) Técnico : Luís Felipe Scolari
Vasco – Hélton, Mauro Galvão, Odvan (Maricá), Alexandre Torres, Gilberto, Paulo Miranda (Léo Lima), Amaral, Válber, Juninho, Viola (Luís Cláudio) e Romário Técnico : Alcir Portella

sábado, 7 de abril de 2012

Jogos Esquecíveis: Palmeiras 1x0 Paysandú (26/09/2002)


Falar do trágico campeonato brasileiro de 2002 é um assunto que causa dor a qualquer um de nós. Você pode até perguntar: então para que tocar em algo que deve ser esquecido? A resposta está nas linhas abaixo.
No ano de 2002 eu era adolescente e estava no auge do meu fanatismo pelo alviverde. Quando você é "moleque" as vitórias e derrotas possuem tons mais doces ou amargos e o futebol é uma grande parte de sua vida. De maneira simplista pode-se dizer que a vida são os amigos, a namoradinha, a escola e o futebol. O resto é secundário.
Pois bem, como eu era sócio do Palmeiras naquela época assisti a maioria dos jogos daquele Brasileirão. Hoje pode parecer absurdo, mas no início do campeonato eu estava confiante no título. O técnico era o Luxemburgo, tinhamos o goleiro recém-campeão da Copa, tinhamos contratado o destaque do primeiro semestre (Dodô), um grande ídolo voltava (Zinho), trazido boas promessas (Nenê e Leonardo Moura) e a base tinha jogadores que gostava na época (César (zagueiro), Arce, Itamar, etc). Com um pouquinho de sorte até que daria para disputar o caneco.
Primeira partida: empate com o Grêmio em casa (estava lá). Considerei normal apesar de ter ficado um pouco chateado. Em seguida o Luxemburgo pede demissão e vai para o Cruzeiro. Putz, e agora? Mas enfim... na segunda partida o Palmeiras empata fora contra o Cruzeiro e pensei que daria para continuar adiante sem o desertor. Terceira rodada: vitória por 3x2 sobre o São Caetano. Quem sabe? Quem sabe?
Mas o sinal vermelho acendeu para mim apenas na quarta rodada. Uma trágica derrota para o Atlético-MG por 4x0 no Palestra (também estava lá). Algo de errado estava no ar.
Daí em diante foi uma sequência de derrotas e empates que prefiro nem comentar. Tudo dava errado e o clima ficava cada vez mais pesado. Me lembro de ter saído chorando do Palestra após uma derrota para o Bahia por 2x1 com o gol da vitória deles aos 44 minutos do segundo tempo em um sábado frio e desolador.
O rebaixamento parecia uma questão de rodadas. Aquele bando de malditos jamais conseguiria sair do buraco que haviam colocado um gigante. Mas no dia 26 de setembro de 2002 a história foi diferente...
Era uma quinta-feira e o Palmeiras vinha de uma derrota para a Ponte Preta e apenas 1 vitória em 12 partidas no campeonato. Relutei em ir com meus amigos ao Palestra com medo de mais uma desolação. Mas enfim, vamos lá despejar mais um pouco de fanatismo nas arquibancadas duras do jardim suspenso...
Palmeiras x Paysandú. Logo na entrada fiquei muito surpreso: uma fila gigante e 15 mil fanáticos sofrendo e querendo ajudar de alguma forma o time. Era a hora de ir até a morte mesmo que o "paciente" estivesse em estado terminal. O amor foi incondicional e isso me recordo com carinho daquele ano.
O jogo corria amarrado, tenso e quem fizesse o primeiro gol fatalmente venceria aquele jogo de baixo nível técnico. Final do primeiro-tempo: 0x0. Estranhamente acreditava que ganharíamos a peleja pois aqueles pernetas em campo tinham ao menos que retribuir o apoio que tantos fanáticos estavam dando naquele momento.
25 minutos do segundo tempo. Nenê invade a grande área e cruza rasteiro sem direção, Itamar domina a bola meio sem jeito e fuzila! Gol! Gol! Gol!
Daí até o final foi um sufuco só. O time escaldado com tanta desgraça se retranca e chuta a bola para qualquer lado na expectativa de um sorriso naquele mar de desilusão. É aquele momento de angústia coletiva que só quem frequentou algum jogo no estádio sabe. É algo quase insuportável. Mas acabou! Ganhamos, pqp! Ganhamos, p....! Ganhamos c....!
De repente aparece uma bandeira grande de Nossa Senhora Aparecida. Algo emocionante. A fé realmente movia montanhas ou ao menos nosso time para sair das trevas. Saímos com um sentimento: no final tudo vai dar certo!
Infelizmente não deu. O time até reagiu e alternava vitórias com derrotas a partir daquela vitória. Mas fraquejou em momentos cruciais que também não vale a pena escrever aqui.
De qualquer forma guardo com carinho aquela vitória sobre o Paysandú. Se tivéssemos escapado talvez o jogo fosse lembrado com mais carinho e como o ponto de virada para evitar o pior.
Enfim... às vezes a vida não é aquele balão azul que desejamos. Mas é como diz Fernando Pessoa: "Tudo vale a pena, se a alma não é pequena". E aquele 26 de setembro de 2002 valeu muito a pena para a minha alma palestrinha. Afinal de contas foram 15 mil palmeirenses que compartilhavam juntos de um conjunto de sensações indescritíveis. Era o que nos mantia vivos e nos matava naquele momento e por toda uma vida.

Vídeo do gol: http://www.youtube.com/watch?v=8FYdXVgh0RE
Matéria sobre o jogo: http://www1.folha.uol.com.br/folha/esporte/ult92u48675.shtml

sexta-feira, 9 de março de 2012

Quem é melhor: Palmeiras ou Corinthians?


Reportagem da Placar de 25 de março de 1990. Nela a revista analisa e compara posição por posição os jogadores de Palmeiras e marginal sem número.
Abaixo o texto da comparação feita pela Placar. Vejam se concordam ou discordam:
Veloso x Ronaldo: os dois atravessam uma excelente fase, mas o potencial do goleiro palmeirense é maior.
Edson x Giba: Ambos são bons apoiadores e peças importantes no ataque. Édson, porém, é mais experiente.
Toninho x Marcelo: Se voltar com o mesmo rendimento, o central do Palmeiras leva vantagem, já que Marcelo não tem se destacado.
Eduardo x Guinei: Aqui, novamente o palmeirense se destaca. Eduardo é mais eficiente na saída de bola e cobre melhor.
Dida x Jacenir: Na marcação, os dois se equivalem, mas o lateral alviverde apóia com muito mais determinação.
Elzo x Márcio: Um duelo parelho. Ambos se destacam pela marcação forte. Márcio, porém, tem mais "gás" que Elzo.
Betinho x Eduardo: Betinho é um dos jogadores mais habilidosos do time de Jair Pereira. Eduardo, porém, precisa atacar melhor.
João Paulo x Neto: O grande problema de Neto é sua irregularidade, pois tanto quanto João Paulo, é capaz de decidir um jogo.
Careca x Tupãzinho: Careca é sempre um perigo ao gol inimigo, enquanto o corintiano trabalha mais na armação das jogadas.
Mirandinha x Valmir: O jovem Valmir mostrou talento mas ainda briga com Viola pela camisa 9. Ambos, porém, não tem a voracidade do goleador palmeirense.
Paulinho Carioca x Fabinho: Paulo Carioca é o mais veloz no ataque do Verdão e supera, tecnicamente, o rival Fabinho.

--------------------------------
Algumas considerações:
- Foi nesse campeonato que um certo time tricolor foi rebaixado. Alguém imagina quem foi? Será que viraram a mesa no outro ano?
- O Jair Pereira era o técnico do Palmeiras no início de 1990. Mas pelo jeito ele não durou muito. Posso estar errado, mas o Jair foi substituído pelo Telê Santana.
- O time do Palmeiras parece mesmo melhor do que o do Corinthians, mas alguém sabe quem era esse Eduardo e João Paulo (era aquele que fez dupla com o Evair no Guarani)?
- Dois jogadores que eu gostava muito Careca e Betinho. Não sei se eles eram craques ou pernetas, mas na minha mente infantil eram meus maiores ídolos entre 1990 e 1991.
- O Mirandinha era mesmo fominha? hehehe....



quinta-feira, 1 de março de 2012

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Palmeiras fecha parceria com a ISL! Chegou a Parmalat 2!!!



Foi exatamente o que está escrito no título deste post que pensei naquele distante 15 de setembro de 2000 ao me deparar com essa capa do Lance. Me lembro como se fosse ontem: era uma sexta-feira meio fria, o primeiro dia dos Jogos Olímpicos de Sydney e paguei com grande satisfação os R$0,80 (preço da época) por um exemplar que acreditava ser muito valioso.

Naqueles tempos de internet incipiente, não sabíamos direito o que acontecia direito no Palmeiras ou em qualquer outra equipe. Ainda não estávamos na época de overdose de informações que temos hoje com Twitter, Facebook, sites, blogs, fóruns, etc, etc.

Lendo a notícia vi que o formato da parceria seria diferente do que o da Parmalat, mas de qualquer forma o acordo com a ISL parecia muito bom (ao menos na minha opinião, não sei se vocês concordam). Achava mesmo que um ceú de brigadeiro estava no horizonte alviverde. Infelizmente deu tudo errado: a ISL quebrou, o Mustafá se mostrou um terrível gestor e tivemos anos horrorosos pela frente.

Hoje 10 entre 10 palmeirenses odeiam o Mustafá, mas confesso que em 2000 considerava ele um bom presidente que pouco aparecia. Foi a partir de 2001 que começei a desconfiar que teríamos tempos duros pela frente.

O engraçado é que um dos principais destaques do acordo era a modernização do Palestra Itália. Veja a frase do Mustafá destacada na matéria: "Nós estamos dando um grande passo rumo a um futuro brilhante. Vamos tornar o Parque Antarctica um estádio multi-uso que nos trará uma fonte extra de receita." Curioso, não? Recordar é viver!


Abaixo a íntegra da notícia:
Tempos modernos
Depois de oito anos, a Parmalat não estará mais ao lado do Palmeiras. Ontem à noite, clube assinou uma carta de intenções com a ISL para, principalmente, reformar o Parque Antarctica (subtítulo)

O Palmeiras tinha preparado o jantar para anunciar a parceria com a ISL. Depois de mais de uma hora de atraso, os executivos da empresa de marketing suíça chegaram ao estádio e se trancaram em uma sala com o presidente do Verdão, Mustafá Contursi. O Palmeiras irá receber US$70 milhões para a reforma do Parque Antarctica. A ISL também será a responsável pela captação de recursos para contratação de jogadores e investimentos no time de futebol.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a empresa explicou que foi assinado um protocolo de intenções e assim se abriram as negociações para a formação da parceria entre o Palmeiras e a ISL.
Ainda segundo a assessoria da empresa, a negociação deve ser bastante rápida. A ISL irá atuar como uma agência de marketing esportivo do Palmeiras, de acordo com a nova lei brasileira dos esportes, e teria a missão de captar investidores para ajudar o clube.
Embora tenha sido anunciado apenas o protocolo de intenções, o acordo entre a empresa e o Verdão já está firmado e só não foi anunciado porque o contrato entre o clube e a Parmalat ainda está em vigor.
O novo parceiro do Palmeiras já tem acordo com o Flamengo e, amanhã, irá selar oficialmente seu vínculo com o Grêmio. No Verdão, a ISL vai priorizar a reforma do Parque Antarctica, que terá capacidade ampliada para 44 mil pessoas e será coberto. A intenção da diretoria palmeirense é transformar o Palestra numa casa de espetáculos e, para isso já está quase certo um acordo com a Rede Globo para exploração do novo Parque Antarctica.
O acordo firmado ontem também trará frutos para o departamento de futebol profissional do Verdão. Porém, a ISL não vai investir diretamente na contratação de estrelas para o time, que está sendo montado visando a Libertadores de 2001 e o Mundial de Clubes da Fifa.
A empresa suíça terá a missão de buscar os recursos para a contratação das principais estrelas para o elenco do ano que vem.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Osmar Daiane

Um dos piores times do Palmeiras que acompanhei foi o Palmeiras-2004. E o pior de tudo é que poderíamos ter sido campeões brasileiro, paulista ou da Copa do Brasil não tivesse sido algumas malditas fatalidades.
Mumu ao perceber que, apesar de tudo, poderíamos ser campeões se apressou em vender Edmílson no início de ano por 50 quilos de picanha argentina e Vagner Love nas primeiras rodadas do Brasileiro por 30 sacos de carvão. Sem atacantes decentes, recorremos a vários pernetas que poderiam seguramente estar na "galeria da lama" deste blog: Rafael Marques (alguém se lembra deste?), Adriano Chuva, Kaê, Thiago Gentil, Renaldo, Jardel (que nem chegou a jogar), Alex Afonso, Ricardinho e Osmar.
Vindo do Santo André (após este maldito time ter nos eliminado da Copa do Brasil), ninguém parecia muito animado com sua vinda. Mas foi aí que Osmar começou a fazer uma sequência de gols no Brasileirão, o time começou a ganhar partidas seguidas e os apelidos começaram a aparecer: Golsmar, Osmar Cambalhota e o melhor de todos Osmar Daiane.
Uma observação: em 2004, a ginista Daiane dos Santos era a principal esperança do Brasil nas Olimpíadas daquele ano. Uma chatice sem tamanho! Só se falava no tal duplo twist carpado... e foi assim que começaram a chamar o paulista de Marília de Osmar Daiane por comemorar seus gols com cambalhotas estilo Cafu.
Osmar era um jogador limitado, mas é preciso reconhecer que foi importante em uma época de times patéticos (talvez tão ruim quanto o atual). Também me lembro que ele jogou pelo alviverde no campeonato Paulista de 2007 e fez um gol naquele 3x0 inesquecível contra um certo time da Marginal. Depois nunca mais ouvi falar dele...
O curioso é que aquele Palmeiras-2004 liderou o campeonato por algumas rodadas, conquistou uma vaga na Libertadores no ano seguinte e poderia ter sido até campeão caso a verba para o departamento de futebol fosse maior que a do departamento de bocha.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Edmílson He-Man

O jogador mostrado acima talvez seja um dos atletas mais obscuros que já vestiu a camisa alviverde. Segundo o Almanaque do Palmeiras, Edmilson (que era apelidado de He-Man) fez apenas seis jogos e marcou um mísero gol.
Contratado em 2001 para o Campeonato Brasileiro, Edmilson era o reforço para o ataque junto com Donizete Pantera (que também não fez patavinas com nossa camisa). Já tinhamos Fábio Júnior, Tuta e Muñoz para o ataque e parecia até que estávamos bem servido naquela posição.
Nunca tinha ouvido falar do tal He-Man antes de sua contratação. Mas as reportagens diziam que ele tenha feito uma boa carreira em Portugal jogando no Porto e Sporting. Mumu com sua visão precisa para descobrir craques indicados por empresários topou a parada.
O campeonato Brasileiro de 2001 foi um dos mais bizarros da história. A final foi São Caetano e Atlético Paranaense, muito jogos ocorriam no período da tarde para economia de energia na época do "apagão", e o Palmeiras conseguiu fazer uma primeira parte do campeonato brilhante e uma reta final patética.
Voltando ao Edmilson...o único gol dele pelo Palmeiras foi também o nosso último momento de esperança naquele campeonato. Uma vitória contra o Santos em uma quarta-feira a tarde no Palestra Itália (eu estava lá!!).
Após aquele jogo, acredito que perdemos uma 8 ou 9 partidas seguidas e despencamos da liderança para fora da zona de classificação (oito primeiros). Mumu já dava provas da sua grande competência como gestor sem o amparo das caixas de leite.
Quanto ao Edmilson, bem... infelizmente vimos que ele não tinha a força (piada infame).

*Imagem retirada do site Memória Alviverde: http://www.memoriaalviverde.hd1.com.br/jogadores/EdmilsonPimenta.htm

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Tunísia, Egito, Líbia e Palmeiras?


A todos os 18 leitores desse blog: protesto pacífico a favor das eleições diretas neste sábado (10/12) às 10 da manhã em frente a sede do clube, na Rua Turiassu, 1840, Perdizes.

Dizem que a Reforma e a Renascença foram o resultado de uma simples invenção que democratizou o acesso à leitura e à cultura, a imprensa de Guttenberg. E, pelo jeito, os mais novos descendentes da imprensa, a Internet, os celulares, as mensagens imediatas e simultâneas e as redes sociais provocaram esse mundo novo que vamos ver com a transformação dos países árabes em países democráticos, livres economicamente e desvencilhados dos reis e ditadores comprometidos com seus antigos colonizadores. Inshalá - Publicado originalmente no Direto da Redação

Primavera verde chegando?
________________________________

VAI PASSAR (Chico Buarque) - Com "pequenas" adaptações

Vai passar nesse clube uma manifestação popular
Cada paralelepípedo do velho Palestra esse dia vai se arrepiar
Ao lembrar que aqui passaram jogadores imortais
Que aqui sangraram pela nossas tradições
Que aqui torceram nossos ancestrais


Num tempo página infeliz da nossa história,
passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia a nossa coletividade tão distraída
sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações


Seus amantes erravam cegos pelo continente,
levavam pedras feito penitentes
Ouvindo notícias plantadas em jornais
E um dia, afinal, terão o direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia que se chamará “Diretas Já!”
diretas já, diretas já


Vai passar, palmas pra ala dos turcos malditos
O bloco dos giltos retintos
e a corja das famiglias
Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma clube a cantar
A evolução da liberdade até o dia clarear
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral vai passar
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral... vai passar

sábado, 26 de novembro de 2011

Anos Dourados



Anos Dourados (Chico Buarque)- Com "pequenas" adaptações:
Música original: http://www.youtube.com/watch?v=OYL0lyHVV4k

Parece que dizes
Te amo, Palmeiras
Na memória contida
Estamos felizes
Me lembro abalado
E deixo confissões
No gravador
Não é engraçado
Se não corresponde a esse amor


Me vejo a teu lado
Te amo?
Não lembro
Parece dezembro
De um ano malfadado
Diretas espero
Espero, espero
Dizer que não quero
Ditadura nunca mais
"Famiglias" nunca mais

Não sei se eu ainda
Te esqueço de fato
A nossa história
Não parece que finda
Mustafá, Frizzo e Tirone
Dizem confusões no gravador
É desconcertante
Deterem o grande amor


Meus olhos molhados
Insanos, maledetos
Mas quando me lembro
Já tivemos anos dourados
Ainda te quero
Dudu e Ademir, esses versos são banais
Mas como eu espero
Tua grandeza te refaz
Sem Judas nunca mais

domingo, 20 de novembro de 2011

Jogos esquecíveis: Atlético-MG 0x1 Palmeiras (Quadrangular semifinal- Campeonato Brasileiro 1997)


O Brasileiro de 1997 foi o primeiro campeonato em que o Palmeiras foi dirigido por Luis Felipe Scolari. Outrora odiado, o sentimento da torcida em relação ao gaúcho ranzinza era no mínimo controverso. Como gostar de alguém que odiávamos em 1995 e 1996?

Ninguém esperava que ele montasse uma “Academia 4”, contudo historicamente o estilo de jogo aguerrido nunca foi o favorito entre os alviverdes. É quase uma regra: só ganhamos títulos quando somos os melhores, campeonato na raça com pernas-de-pau era coisa de outro parque.

Começa o campeonato, o time é uma oscilação só... Ganha do Fluminense e Atlético Mineiro, empate com o Guarani em casa e perde para o Juventude fora(???), goleia o América de Natal, vence o Botafogo e Vitória para depois perder do Inter e carimbar as faixas do Cruzeiro, perde do Criciúma em casa e empata com o União São João fora (!!!!!), vence o lado rosa no Morumbi e é derrotado pelo Bragantino (maldita asa negra), empata com o Bahia em casa, humilha o Santos por 5x0 e empata com o lado negro que deveria ter caído naquele campeonato, perde do timaço do Vasco e empata no último minuto com o Coritiba com um gol do Alex, empata sem gols com Portuguesa e Flamengo e vence o Atlético do Paraná e Grêmio nas últimas rodadas. Resultado: classificação em sétimo lugar e uma campanha irregular ao extremo.

Os oito primeiros colocados seguiram adiante e foram colocados em dois grupos de quatro times que se enfrentariam entre si em jogos de ida e volta. O melhor de cada quadrangular se classificaria para a final.

Pois bem, um grupo era uma moleza só: Vasco (1. colocado), Portuguesa (4.colocado), Flamengo (5.colocado) e Juventude (8. colocado). O outro era um equilíbrio total e só gigantes: Internacional (2. colocado), Atlético-MG (3.colocado), Santos (6.colocado) e Palmeiras (7.colocado).

Começam as pelejas do quadrangular:

Palmeiras x Inter: 1x0 no Morumbi, um jogo sofrido, gol de Viola. O Inter era um time muito bom (pelo menos para mim) e o tal de Christian era o artilheiro do campeonato./ Outro jogo do quadrangular: Atlético 2x0 Santos (ATL:3; PAL: 3; INT:0; SAN:0)

Santos 3x3 Palmeiras: também no Morumbi, um jogo muito doido principalmente no segundo tempo. Acompanhava a partida pelo rádio e era um gol a cada momento. Era Macedo de um lado, Viola de outro. Ao final do jogo não sabia se foi bom ou ruim o resultado./ Outro jogo do quadrangular: Inter 2x0 Atlético (PAL:4, ATL:3, INT:3, SAN:1)

Atlético-MG 0x1 Palmeiras: jogo em destaque abaixo./ Outro jogo do quadrangular: Santos 4x0 Internacional (!!!!) (PAL:7, SAN:4, ATL:3, INT:3)

Palmeiras 3x1 Atlético: desse jogo só me lembro do Leão fazendo gestos dizendo que o juiz estava roubando a favor do Palmeiras. 37 mil no Morumbi e classificação encaminhada. Quem diria? / Outro jogo do quadrangular: Inter 4x1 Santos (PAL:10, INT:6, SAN:4, ATL: 3 (tchau Galo))

Palmeiras 1x0 Santos: gol de Galeano!!!!! isso mesmo... Galeano herói em 1997 e 2000!!! Estamos na final com uma rodada de antecedência!!!!! Viva Scolari!!!!/ Outro jogo do quadrangular: Atlético 3x2 Inter (PAL:13, INT:6, ATL:6, SAN:4)

Internacional 0x1 Palmeiras: mesmo com o time reserva ganhamos mais uma com um gol do Edmílson. Acho que foi nossa última vitória no Beira Rio. Uma campanha irrepreensível com 5 vitórias e um empate. Nem o palmeirense mais otimista imaginaria isso.

Atlético-MG 0x1 Palmeiras: destaco esse jogo pois foi nele que entendi o jeito Scolari de vencer. Um time sem sobras nenhuma, jogando no limite do risco, sofrendo até a alma, levando um sufoco desgraçado, mas.... ganhando.

O jogo foi disputado em uma quarta-feira à noite e o Atlético era um time muito bom com destaque para um tal lateral ou meio campista chamado Dedé. Toda hora o maldito estava lá apoiando o ataque mineiro e a defesa alviverde chutando para tudo quanto é lado (os zagueiros que atuaram naquele jogo foram Agnaldo e Cléber). Um sufoco desgraçado (quem lembrar desta partida pode me desmentir se quiser) e num contra ataque o Palmeiras faz um gol com o Euller aos 20 minutos da etapa final. Ufa! Ufa? Ufa nada! Daí até o final foi aquela pressão infernal bem típica do Mineirão. Ufa, agora acabou!

Infelizmente não ganhamos aquele campeonato. Penso que se tivéssemos sido campeões, esta partida seria lembrada com mais carinho e como o momento em que arrancamos para a conquista. Não deu. Mais ao menos vimos que nossos corações resistiam a testes de infarto e que esse gaúcho era tinhoso mas ganhava. O palmeirense acostumado aos esquadrões elegantes de 1993, 94 e 96 teria que mudar o estilo para continuar vitorioso. Um estilo muitas vezes não agradável, mas vencedor.

_________________________

Promoção exclusiva DGaB: Divulgue o blog a 425 mil pessoas no Twitter e ganhe uma fita cassete com a narração de todos os gols do Palmeiras no Troféu Naranja de 1997. E participar, rezar e ganhar! (*Promoção válida apenas a usuários da América do Sul, Central e Caribe)