segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Palmeiras fecha parceria com a ISL! Chegou a Parmalat 2!!!



Foi exatamente o que está escrito no título deste post que pensei naquele distante 15 de setembro de 2000 ao me deparar com essa capa do Lance. Me lembro como se fosse ontem: era uma sexta-feira meio fria, o primeiro dia dos Jogos Olímpicos de Sydney e paguei com grande satisfação os R$0,80 (preço da época) por um exemplar que acreditava ser muito valioso.

Naqueles tempos de internet incipiente, não sabíamos direito o que acontecia direito no Palmeiras ou em qualquer outra equipe. Ainda não estávamos na época de overdose de informações que temos hoje com Twitter, Facebook, sites, blogs, fóruns, etc, etc.

Lendo a notícia vi que o formato da parceria seria diferente do que o da Parmalat, mas de qualquer forma o acordo com a ISL parecia muito bom (ao menos na minha opinião, não sei se vocês concordam). Achava mesmo que um ceú de brigadeiro estava no horizonte alviverde. Infelizmente deu tudo errado: a ISL quebrou, o Mustafá se mostrou um terrível gestor e tivemos anos horrorosos pela frente.

Hoje 10 entre 10 palmeirenses odeiam o Mustafá, mas confesso que em 2000 considerava ele um bom presidente que pouco aparecia. Foi a partir de 2001 que começei a desconfiar que teríamos tempos duros pela frente.

O engraçado é que um dos principais destaques do acordo era a modernização do Palestra Itália. Veja a frase do Mustafá destacada na matéria: "Nós estamos dando um grande passo rumo a um futuro brilhante. Vamos tornar o Parque Antarctica um estádio multi-uso que nos trará uma fonte extra de receita." Curioso, não? Recordar é viver!


Abaixo a íntegra da notícia:
Tempos modernos
Depois de oito anos, a Parmalat não estará mais ao lado do Palmeiras. Ontem à noite, clube assinou uma carta de intenções com a ISL para, principalmente, reformar o Parque Antarctica (subtítulo)

O Palmeiras tinha preparado o jantar para anunciar a parceria com a ISL. Depois de mais de uma hora de atraso, os executivos da empresa de marketing suíça chegaram ao estádio e se trancaram em uma sala com o presidente do Verdão, Mustafá Contursi. O Palmeiras irá receber US$70 milhões para a reforma do Parque Antarctica. A ISL também será a responsável pela captação de recursos para contratação de jogadores e investimentos no time de futebol.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a empresa explicou que foi assinado um protocolo de intenções e assim se abriram as negociações para a formação da parceria entre o Palmeiras e a ISL.
Ainda segundo a assessoria da empresa, a negociação deve ser bastante rápida. A ISL irá atuar como uma agência de marketing esportivo do Palmeiras, de acordo com a nova lei brasileira dos esportes, e teria a missão de captar investidores para ajudar o clube.
Embora tenha sido anunciado apenas o protocolo de intenções, o acordo entre a empresa e o Verdão já está firmado e só não foi anunciado porque o contrato entre o clube e a Parmalat ainda está em vigor.
O novo parceiro do Palmeiras já tem acordo com o Flamengo e, amanhã, irá selar oficialmente seu vínculo com o Grêmio. No Verdão, a ISL vai priorizar a reforma do Parque Antarctica, que terá capacidade ampliada para 44 mil pessoas e será coberto. A intenção da diretoria palmeirense é transformar o Palestra numa casa de espetáculos e, para isso já está quase certo um acordo com a Rede Globo para exploração do novo Parque Antarctica.
O acordo firmado ontem também trará frutos para o departamento de futebol profissional do Verdão. Porém, a ISL não vai investir diretamente na contratação de estrelas para o time, que está sendo montado visando a Libertadores de 2001 e o Mundial de Clubes da Fifa.
A empresa suíça terá a missão de buscar os recursos para a contratação das principais estrelas para o elenco do ano que vem.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Osmar Daiane

Um dos piores times do Palmeiras que acompanhei foi o Palmeiras-2004. E o pior de tudo é que poderíamos ter sido campeões brasileiro, paulista ou da Copa do Brasil não tivesse sido algumas malditas fatalidades.
Mumu ao perceber que, apesar de tudo, poderíamos ser campeões se apressou em vender Edmílson no início de ano por 50 quilos de picanha argentina e Vagner Love nas primeiras rodadas do Brasileiro por 30 sacos de carvão. Sem atacantes decentes, recorremos a vários pernetas que poderiam seguramente estar na "galeria da lama" deste blog: Rafael Marques (alguém se lembra deste?), Adriano Chuva, Kaê, Thiago Gentil, Renaldo, Jardel (que nem chegou a jogar), Alex Afonso, Ricardinho e Osmar.
Vindo do Santo André (após este maldito time ter nos eliminado da Copa do Brasil), ninguém parecia muito animado com sua vinda. Mas foi aí que Osmar começou a fazer uma sequência de gols no Brasileirão, o time começou a ganhar partidas seguidas e os apelidos começaram a aparecer: Golsmar, Osmar Cambalhota e o melhor de todos Osmar Daiane.
Uma observação: em 2004, a ginista Daiane dos Santos era a principal esperança do Brasil nas Olimpíadas daquele ano. Uma chatice sem tamanho! Só se falava no tal duplo twist carpado... e foi assim que começaram a chamar o paulista de Marília de Osmar Daiane por comemorar seus gols com cambalhotas estilo Cafu.
Osmar era um jogador limitado, mas é preciso reconhecer que foi importante em uma época de times patéticos (talvez tão ruim quanto o atual). Também me lembro que ele jogou pelo alviverde no campeonato Paulista de 2007 e fez um gol naquele 3x0 inesquecível contra um certo time da Marginal. Depois nunca mais ouvi falar dele...
O curioso é que aquele Palmeiras-2004 liderou o campeonato por algumas rodadas, conquistou uma vaga na Libertadores no ano seguinte e poderia ter sido até campeão caso a verba para o departamento de futebol fosse maior que a do departamento de bocha.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Edmílson He-Man

O jogador mostrado acima talvez seja um dos atletas mais obscuros que já vestiu a camisa alviverde. Segundo o Almanaque do Palmeiras, Edmilson (que era apelidado de He-Man) fez apenas seis jogos e marcou um mísero gol.
Contratado em 2001 para o Campeonato Brasileiro, Edmilson era o reforço para o ataque junto com Donizete Pantera (que também não fez patavinas com nossa camisa). Já tinhamos Fábio Júnior, Tuta e Muñoz para o ataque e parecia até que estávamos bem servido naquela posição.
Nunca tinha ouvido falar do tal He-Man antes de sua contratação. Mas as reportagens diziam que ele tenha feito uma boa carreira em Portugal jogando no Porto e Sporting. Mumu com sua visão precisa para descobrir craques indicados por empresários topou a parada.
O campeonato Brasileiro de 2001 foi um dos mais bizarros da história. A final foi São Caetano e Atlético Paranaense, muito jogos ocorriam no período da tarde para economia de energia na época do "apagão", e o Palmeiras conseguiu fazer uma primeira parte do campeonato brilhante e uma reta final patética.
Voltando ao Edmilson...o único gol dele pelo Palmeiras foi também o nosso último momento de esperança naquele campeonato. Uma vitória contra o Santos em uma quarta-feira a tarde no Palestra Itália (eu estava lá!!).
Após aquele jogo, acredito que perdemos uma 8 ou 9 partidas seguidas e despencamos da liderança para fora da zona de classificação (oito primeiros). Mumu já dava provas da sua grande competência como gestor sem o amparo das caixas de leite.
Quanto ao Edmilson, bem... infelizmente vimos que ele não tinha a força (piada infame).

*Imagem retirada do site Memória Alviverde: http://www.memoriaalviverde.hd1.com.br/jogadores/EdmilsonPimenta.htm

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Tunísia, Egito, Líbia e Palmeiras?


A todos os 18 leitores desse blog: protesto pacífico a favor das eleições diretas neste sábado (10/12) às 10 da manhã em frente a sede do clube, na Rua Turiassu, 1840, Perdizes.

Dizem que a Reforma e a Renascença foram o resultado de uma simples invenção que democratizou o acesso à leitura e à cultura, a imprensa de Guttenberg. E, pelo jeito, os mais novos descendentes da imprensa, a Internet, os celulares, as mensagens imediatas e simultâneas e as redes sociais provocaram esse mundo novo que vamos ver com a transformação dos países árabes em países democráticos, livres economicamente e desvencilhados dos reis e ditadores comprometidos com seus antigos colonizadores. Inshalá - Publicado originalmente no Direto da Redação

Primavera verde chegando?
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VAI PASSAR (Chico Buarque) - Com "pequenas" adaptações

Vai passar nesse clube uma manifestação popular
Cada paralelepípedo do velho Palestra esse dia vai se arrepiar
Ao lembrar que aqui passaram jogadores imortais
Que aqui sangraram pela nossas tradições
Que aqui torceram nossos ancestrais


Num tempo página infeliz da nossa história,
passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia a nossa coletividade tão distraída
sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações


Seus amantes erravam cegos pelo continente,
levavam pedras feito penitentes
Ouvindo notícias plantadas em jornais
E um dia, afinal, terão o direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia que se chamará “Diretas Já!”
diretas já, diretas já


Vai passar, palmas pra ala dos turcos malditos
O bloco dos giltos retintos
e a corja das famiglias
Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma clube a cantar
A evolução da liberdade até o dia clarear
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral vai passar
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral... vai passar

sábado, 26 de novembro de 2011

Anos Dourados



Anos Dourados (Chico Buarque)- Com "pequenas" adaptações:
Música original: http://www.youtube.com/watch?v=OYL0lyHVV4k

Parece que dizes
Te amo, Palmeiras
Na memória contida
Estamos felizes
Me lembro abalado
E deixo confissões
No gravador
Não é engraçado
Se não corresponde a esse amor


Me vejo a teu lado
Te amo?
Não lembro
Parece dezembro
De um ano malfadado
Diretas espero
Espero, espero
Dizer que não quero
Ditadura nunca mais
"Famiglias" nunca mais

Não sei se eu ainda
Te esqueço de fato
A nossa história
Não parece que finda
Mustafá, Frizzo e Tirone
Dizem confusões no gravador
É desconcertante
Deterem o grande amor


Meus olhos molhados
Insanos, maledetos
Mas quando me lembro
Já tivemos anos dourados
Ainda te quero
Dudu e Ademir, esses versos são banais
Mas como eu espero
Tua grandeza te refaz
Sem Judas nunca mais

domingo, 20 de novembro de 2011

Jogos esquecíveis: Atlético-MG 0x1 Palmeiras (Quadrangular semifinal- Campeonato Brasileiro 1997)


O Brasileiro de 1997 foi o primeiro campeonato em que o Palmeiras foi dirigido por Luis Felipe Scolari. Outrora odiado, o sentimento da torcida em relação ao gaúcho ranzinza era no mínimo controverso. Como gostar de alguém que odiávamos em 1995 e 1996?

Ninguém esperava que ele montasse uma “Academia 4”, contudo historicamente o estilo de jogo aguerrido nunca foi o favorito entre os alviverdes. É quase uma regra: só ganhamos títulos quando somos os melhores, campeonato na raça com pernas-de-pau era coisa de outro parque.

Começa o campeonato, o time é uma oscilação só... Ganha do Fluminense e Atlético Mineiro, empate com o Guarani em casa e perde para o Juventude fora(???), goleia o América de Natal, vence o Botafogo e Vitória para depois perder do Inter e carimbar as faixas do Cruzeiro, perde do Criciúma em casa e empata com o União São João fora (!!!!!), vence o lado rosa no Morumbi e é derrotado pelo Bragantino (maldita asa negra), empata com o Bahia em casa, humilha o Santos por 5x0 e empata com o lado negro que deveria ter caído naquele campeonato, perde do timaço do Vasco e empata no último minuto com o Coritiba com um gol do Alex, empata sem gols com Portuguesa e Flamengo e vence o Atlético do Paraná e Grêmio nas últimas rodadas. Resultado: classificação em sétimo lugar e uma campanha irregular ao extremo.

Os oito primeiros colocados seguiram adiante e foram colocados em dois grupos de quatro times que se enfrentariam entre si em jogos de ida e volta. O melhor de cada quadrangular se classificaria para a final.

Pois bem, um grupo era uma moleza só: Vasco (1. colocado), Portuguesa (4.colocado), Flamengo (5.colocado) e Juventude (8. colocado). O outro era um equilíbrio total e só gigantes: Internacional (2. colocado), Atlético-MG (3.colocado), Santos (6.colocado) e Palmeiras (7.colocado).

Começam as pelejas do quadrangular:

Palmeiras x Inter: 1x0 no Morumbi, um jogo sofrido, gol de Viola. O Inter era um time muito bom (pelo menos para mim) e o tal de Christian era o artilheiro do campeonato./ Outro jogo do quadrangular: Atlético 2x0 Santos (ATL:3; PAL: 3; INT:0; SAN:0)

Santos 3x3 Palmeiras: também no Morumbi, um jogo muito doido principalmente no segundo tempo. Acompanhava a partida pelo rádio e era um gol a cada momento. Era Macedo de um lado, Viola de outro. Ao final do jogo não sabia se foi bom ou ruim o resultado./ Outro jogo do quadrangular: Inter 2x0 Atlético (PAL:4, ATL:3, INT:3, SAN:1)

Atlético-MG 0x1 Palmeiras: jogo em destaque abaixo./ Outro jogo do quadrangular: Santos 4x0 Internacional (!!!!) (PAL:7, SAN:4, ATL:3, INT:3)

Palmeiras 3x1 Atlético: desse jogo só me lembro do Leão fazendo gestos dizendo que o juiz estava roubando a favor do Palmeiras. 37 mil no Morumbi e classificação encaminhada. Quem diria? / Outro jogo do quadrangular: Inter 4x1 Santos (PAL:10, INT:6, SAN:4, ATL: 3 (tchau Galo))

Palmeiras 1x0 Santos: gol de Galeano!!!!! isso mesmo... Galeano herói em 1997 e 2000!!! Estamos na final com uma rodada de antecedência!!!!! Viva Scolari!!!!/ Outro jogo do quadrangular: Atlético 3x2 Inter (PAL:13, INT:6, ATL:6, SAN:4)

Internacional 0x1 Palmeiras: mesmo com o time reserva ganhamos mais uma com um gol do Edmílson. Acho que foi nossa última vitória no Beira Rio. Uma campanha irrepreensível com 5 vitórias e um empate. Nem o palmeirense mais otimista imaginaria isso.

Atlético-MG 0x1 Palmeiras: destaco esse jogo pois foi nele que entendi o jeito Scolari de vencer. Um time sem sobras nenhuma, jogando no limite do risco, sofrendo até a alma, levando um sufoco desgraçado, mas.... ganhando.

O jogo foi disputado em uma quarta-feira à noite e o Atlético era um time muito bom com destaque para um tal lateral ou meio campista chamado Dedé. Toda hora o maldito estava lá apoiando o ataque mineiro e a defesa alviverde chutando para tudo quanto é lado (os zagueiros que atuaram naquele jogo foram Agnaldo e Cléber). Um sufoco desgraçado (quem lembrar desta partida pode me desmentir se quiser) e num contra ataque o Palmeiras faz um gol com o Euller aos 20 minutos da etapa final. Ufa! Ufa? Ufa nada! Daí até o final foi aquela pressão infernal bem típica do Mineirão. Ufa, agora acabou!

Infelizmente não ganhamos aquele campeonato. Penso que se tivéssemos sido campeões, esta partida seria lembrada com mais carinho e como o momento em que arrancamos para a conquista. Não deu. Mais ao menos vimos que nossos corações resistiam a testes de infarto e que esse gaúcho era tinhoso mas ganhava. O palmeirense acostumado aos esquadrões elegantes de 1993, 94 e 96 teria que mudar o estilo para continuar vitorioso. Um estilo muitas vezes não agradável, mas vencedor.

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Promoção exclusiva DGaB: Divulgue o blog a 425 mil pessoas no Twitter e ganhe uma fita cassete com a narração de todos os gols do Palmeiras no Troféu Naranja de 1997. E participar, rezar e ganhar! (*Promoção válida apenas a usuários da América do Sul, Central e Caribe)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Daniel Frasson: fundamental

Observe bem a imagem acima. Dos 11 heróis daquele 12 de junho de 1993, acredito que 10 são figurinhas facilmente identificadas: Mazinho, Roberto Carlos, César Sampaio, Tonhão, Sérgio e Antônio Carlos; Edmundo, ???, Evair, Edilson e Zinho. Mas quem tem menos de 15 anos é possível que pergunte: quem é esse cara abraçado entre o Edmundo e Evair? Esse cara tem nome, sobrenome e talvez merecesse ser mais reconhecido: Daniel Frasson
Antes que me xinguem por ter colocado o Daniel na "galeria da lama" deste blog, afirmo que ele era um bom volante, em alguns momentos titular e em outros reserva nos campeonatos disputados entre 1992 e 1993 e só tenho a agredecer pela forma com que honrou nossa camisa.
Nos dias de hoje acredito que o Daniel seria titular absoluto, talvez capitão e quem sabe o craque do time, mas quando nos lembramos de 1993 os nomes que nos vêem a cabeça são outros. Frasson era um coadjuvante, mas um fundamental coadjuvante que quase nunca comprometia e sempre cumpria sua papel (pelo menos essa é a minha visão dele, quem quiser pode discordar).
Na primeira partida da inesquecível final do Paulista-93, o títular ao lado do monstro Sampaio foi o Amaral coveiro. Pois bem, o coveiro foi expulso naquela partida (se não me engano junto com o Moacir dos gambás) e com isso o 12 de junho de 1993 ficou reservado para um catarinense de Siderópolis também cavar um lugar na história.
Acredito que volantes de marcação não chamam tanto a atenção de crianças. Mémorias infantis são seletivas e todas as minhas estavam guardadas para os 4 gols e a expulsão do Ronaldo (que levou junto o Tonhão). Opa, mas espera aí... assistam ao terceiro gol do Palmeiras naquele recital, vejam quem tocou para o Evair chutar na trave e o Edilson completar. Isso mesmo, o operário Daniel.
Não me lembro da função tática de Daniel naquele jogo. No Almanaque do Palmeiras está escrito que ele tinha a função de anular o Neto (está correto?). Se for verdade, ao que me consta ele cumpriu a função muito bem. Ao final da partida o Neto deve ter dito: pra falar a verdade é um grande jogadorrr. É brincadeira esse tal de Daniel...
Depois de sair do Palmeiras em 1995, só me recordo de uma passagem breve do Frasson pelo Atlético Mineiro. De qualquer forma fica a minha homenagem a este jogador que provavelmente não era ídolo de nenhuma criança alviverde na época, mas é tão campeão quanto qualquer Evair, Edmundo, Zinho ou Mazinho. Pois quando precisou dar sua parcela de contribuição ele foi lá e o fez de forma irretocável. Para todo o sempre, obrigado Daniel!

Ficha do Jogo:
Palmeiras 4x0 xxxxxxxxx
Campeonato Paulista/ Final. sábado, 12/junho (tarde); E: Morumbi- São Paulo (SP); J: José Aparecido de Oliveira; R: Cr$ 18.154.900.000 (renda de dezoito bilhões de cruzeiros!!!!!); P: 104 401
PALMEIRAS: Sérgio, Mazinho, Antônio Carlos, Tonhão e Roberto Carlos. César Sampaio, Daniel Frasson, Edilson (Jean Carlo) e Zinho, Edilson e Evair (Alexandre Rosa); T: Vanderlei Luxemburgo
xxxxxxx: Ronaldo, Leandro Silva, Marcelo, Henrique e Ricardo; Ezequiel, Marcelinho Paulista, Paulo Sérgio e Adil (Tupãzinho (Wilson)); Viola e Neto; T: Nelsinho Baptista

G: Zinho 36 do 1. tempo, Evair e Edilson 29 e 38 do 2.tempo, Evair 9 do 1. tempo da prorrogação; E: Tonhão, Henrique, Ronaldo e Ezequiel

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

"Chora Viola, imita o porco agora!"

Agradeço demais o apoio, vou retormar o blog porque percebi que quem o acessa entende a proposta dele. Quem quiser que o acesse e perca alguns minutos por aqui. O blog voltará a ser apenas uma coleção de histórias, lembranças e opiniões contadas de uma forma alternativa.

Segue abaixo uma postagem antiga publicada no ano passado. Espero que gostem. Quando puder publicarei novas postagens para os leitores deste blog que voltará a sua rotina normal de baixa relevância.
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"Chora Viola, imita o porco agora!"
*Postagem publicada em 02/11/10


Quem viveu a semana entre 7 e 11 de junho de 1993 provavelmente não deve se esquecer o inferno que foi no trabalho ou na escola ou na vizinhança ou até em casa. Hoje todo mundo se lembra do inesquecível 4x0 que acabou com o jejum e parece que foi moleza. Não foi! Após a derrota na primeira partida da final, a tensão e carga emocional eram terríveis para nós (quase insuportáveis).
Não me lembro de muita coisa do primeiro jogo final do Paulista-93 A partida não passou na TV (pelo que eu me recorde) e sofri muito ouvindo pelo rádio. Pelas minhas poucas memórias, a chance de acabar com o jejum pesou e o Palmeiras jogou muito mal. Para completar o "querido" Viola fez um gol muito, muito esquisito e comemorou imitando um porco.
Imaginem o que nós palmeirenses sofremos naquela semana dos infernos após a partida. E o pior de tudo era que não tinhámos argumentos para rebater as gozações. Só poderiámos ficar calados, esperar e rezar para que a sorte mudasse no próximo sábado.
Posso dizer que tive contribuição direta na conquista daquele título. No dia da segunda partida coloquei um recorte de jornal com a foto do Viola no pé-esquerdo e outro do time do Palmeiras no pé direito. Não sou suspersticioso e nunca mais repeti tal ritual, mas naquele dia tinhámos que ganhar de qualquer jeito, qualquer esforço era válido, se precisasse até matava uma galinha-preta... huahuahua (acho que naquela data milhões de palmeirenses fizeram orações, mandigas, promessas, etc, etc)
Felizmente ganhamos, e tão bom quanto o dia 12 de junho de 1993 foi o dia 14 de junho de 1993 (segunda-feira). Em que pudemos lavar a alma e descontar em dobro qualquer piadinha da semana anterior. Duas frases ficaram na minha memória: "Viola imundo, seu sálario é o café do Edmundo" e a mais poética de todas: "Chora Viola, imita o porco agora". Alguém se lembra de outras?
*Obs: Nem falei nada da passagem do Viola pelo Palmeiras entre 1996 e 1997, Acho que se ele ganhasse o título brasileiro de 1997 talvez virasse ídolo, mas prefiro falar de 1993...hehehe


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

É finita!

Foi no dia 18 de agosto de 1990 que me tornei palmeirense. Para quem não sabe, naquele dia o Palmeiras precisava ganhar em casa da Ferroviária para se classificar para a final do Campeonato Paulista e torcer para o Novorizontino empatar contra a Portuguesa. Pois bem, o Novorizontino não ganhou, porém o Palmeiras também não. Um trágico empate por 0x0 com uma bola na trave do Aguirregaray no último minuto.

Mas pai ficou arrasado após mais aquela decepção. Ele ficou quieto pensando se valeria a pena continuar a torcer para o Palmeiras, e mais ainda: se valeria a pena fazer uma criança torcer para um clube que era tão gigante na infância dele e tão zicado na minha. Afinal de contas os pais querem o melhor para os filhos. Naquele momento nada no horizonte dava esperança e se eu quisesse tinha passe livre para torcer para qualquer time do mundo. Contudo eu me antecipei a ele e disse que a partir daquela data eu me tornaria palmeirense pelo resto da vida, não importa o quanto vencedor ou perdedor ele fosse.

Em 1991 vi o Palmeiras ser campeão pela primeira vez. Isso mesmo... campeão do Campeonato Metropolitano de futebol de salão que passava pela finada TV Jovem Pan. Como aquele time de salão ganhava 80% de suas partidas jogando contra times como Eternit, GM, AABB, Corinthians e São Paulo comecei a acompanhar aquele esquadrão de Chiquinho, Cecílio, Paulão, etc. Obviamente não era um título para comemorar na escola ou pendurar o poster de campeão na parede do quarto, mas era importante para mim formar a idéia de um Palmeiras campeão em uma mente infantil.

Em 1992 assisti meu primeiro jogo em um estádio. Foi um Palmeiras 3x0 Goiás no segundo (ou terceiro) jogo do Palmeiras após a parceria com a Parmalat. Meu pai se animou com a parceria e pensou que esse seria um bom momento para afirmar minha “palestrice”. Não me lembro nada do jogo em si, só me lembro de uma multidão de pessoas de verde gritando, contando piadas, trocando memórias, vibrando e xingando um tal de Nelsinho (que eu não sabia direito quem era na época). Após o jogo, um cachorro-quente e um guaraná para celebrar um dia perfeito.

A partir de 1993 não preciso mais dizer o que aconteceu. Acredito que todo palmeirense sabe ou já ouviu falar histórias daquela época em diante. Em 1993 além das inúmeras vitórias, tive uma alegria pessoal: comecei a ser também sócio do clube. Foram quinze anos em que foi sócio (até 2008) e milhares de alegrias e desilusões nesse mesmo período nas arquibancadas muito duras do Palestra. Também já votei duas vezes nas eleições para o Conselho em 2003 e 2007 (naqueles poucos (na época) da UVB).

Gostaria de todo jogador que fosse contratado pelo Palmeiras recebesse um vídeo com a história do Palmeiras e decorasse a seguinte frase: "Leão Eurico Luis Pereira Alfredo e Zeca Dudu Edu Leivinha Ademir Cesar e Nei", como eu precisei aprender. Que antes de qualquer treinamento com a camisa do Palmeiras recebessem um curso intensivo de uma semana mostrando que este time já vestiu a camisa da Seleção Brasileira, que este time resgatou a moral de um país um ano após ele ter perdido a Copa do Mundo em casa, que ele comprou seu estádio com 250 contos de réis sem nenhum centavo público, que o Real Madrid tremia para a gente nos Ramons de Carranzas e Terezas Herreras da vida, etc, etc, etc.

O "protesto" que fizemos na última sexta não tem 0,0000000000001% da importância do protesto que foi feito no dia 24 de outubro pelas Diretas Já. É fundamental destacar isso!!!!! Somente com as eleições diretas alguma outra arrancada heróica poderá ser realizada. Mas ainda assim acredito que foi válido, ou ao menos melhor do que protestar partindo para a agressão, pichando o muro, gritando em frente na casa dos jogadores. Ao menos não escondemos nossas caras, dissemos nossos nomes e sobrenomes e posso informar até RG e CPF se quiserem.

Aceito a crítica de quem não gostou da matéria. Só peço que apontem os mesmos canhões contra conselheiros que vazam informações sigilosas de dentro do clube, contra dirigentes que transformam o clube num balcão de negócios, contra quem resiste às Diretas Já, contra presidentes que dão entrevistas falando mal dos jogadores do próprio time, contra uma geração de vitalícios que ama sua carteirinha e usurpa o clube sem dó, contra jogadores que entram em campos derrotados mas que possuem contas bancárias vitoriosas. Penso que são esses os que tentam diminuir a grandeza de um imponente.

Este blog vai ficar no ar só mais uma semana, depois eu o apagarei para voltar a torcer na minha, sem atingir ninguém, fazendo brincadeiras só entre meus amigos e conhecidos. Não quero mais entrar em discussões e muito menos adquirir o mesmo ódio de alguns. Sempre achei que o Palmeiras seria uma metáfora da minha vida. Não é mais! É uma evocação, aquele pedaço de bolo que desfrutava em sábados frios ou quartas à noite chuvosas, uma lembrança agradável em que tinha Careca Bianchesi como herói e ficava hipnotizado com aqueles 11 homens de verde escuro metálico que lutavam contra o universo (quem era Jaspion ou He-Man perto deles?), que me ensinou o quão doce ou amarga pode ser a vida.

sábado, 5 de novembro de 2011

Porque torcemos pela camisa!

A todos,
Agradeço por visitarem o blog após a matéria do Globo Esporte e aos poucos (mas muito valorosos) leitores antigos que sempre entenderam a proposta do "De Gioino a Bizu".
Peço desculpas se alguém se sentiu ofendido. É apenas uma forma alternativa de protesto, tão somente isso. Na verdade, gostaria que a matéria (ou o blog) seja uma forma para que os jogadores se unam, ganhem as seis últimas partidas do campeonato e calem a minha boca. Tomara que isso aconteça!!!
Segue abaixo uma postagem publicada neste blog em março de 2011. Vou colocá-la novamente na íntegra até mesmo porque o blog já existe há mais de 2 anos e sempre manteve a mesma linha de contar e trocar histórias de uma forma descontraída.
Um abraço!
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PORQUE TORCEMOS PELA CAMISA (Publicado originalmente em 06/03/2011)
Este blog foi uma infeliz tentativa de lembrar os trastes do passado celebrando os bons momentos do presente. Infelizmente isso não aconteceu.
Importante destacar que apenas os perebas são motivos de piada. Nunca a camisa. A camisa é imaculada! Torcemos pela camisa independente de quem a vista. Seja o Evair ou o Edinho Baiano. O jogador é secundário frente a camisa que ele veste e a história que ela representa.
Não sei quantificar o quanto o Palmeiras representa na minha vida. Talvez 10% ou 90%. Talvez se ao invés de acompanhar o Palmeiras eu gastasse esse tempo estudando eu já teria ganho o prêmio Nobel de alguma coisa. Talvez muito ou demais.
Só sei que se o Palmeiras fosse qualquer outra "coisa" que não a camisa, eu já teria largado faz tempo. Se fosse uma mulher? Nem a top model mais gata do mundo valeria tão a pena. Se fosse uma religião? Já teria virado ateu ou feito um pacto com o diabo. Se fosse um amigo? Prefiro ficar solitário. Se fosse dinheiro? Deixa pra lá, fico pobre mesmo. Se fosse um filho? Vai moleque ser gauche na vida que eu desisto.
Uma pena que os dirigentes não entendem a força e o poder que a camisa possui. Do fascínio, admiração e inveja que ela causa. Só sabem do ódio que os outros possuem até porque eles compartilham do mesmo ódio. Uma pena! Ainda bem que a camisa sobreviverá. Imaculada como sempre!
Então que próxima partida continuemos a dizer: "Vai Luan! Domina essa bola direito...Pqp! Honra essa camisa que vale tanto e tantos outros amam!".