sábado, 20 de agosto de 2011

Diretas Já!!!!- O estandarte do sanatório geral vai passar

Após tantos Bizus ostentando a nossa camisa, tantos jornalistas nos diminuindo e tantos conselheiros nos fazendo de idiotas, está difícil manter o amor incondicional ao maior dos amores.
Alguém se habilita a criar e comercializar uma camisa "Diretas Já" para ser utilizada nos estádios e nas ruas? Só vejo uma solução conjunta para mudar esse cenário: associar-se ao clube e pressionar a mídia pelo movimento "Diretas Já"!

A ARENA alviverde não pode continuar vencendo!

VAI PASSAR (Chico Buarque) - Com "pequenas" adaptações

Vai passar nesse clube uma manifestação popular
Cada paralelepípedo do velho Palestra essa noite vai se arrepiar
Ao lembrar que aqui passaram jogadores imortais
Que aqui sangraram pela nossas tradições
Que aqui torceram nossos ancestrais


Num tempo página infeliz da nossa história,
passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia a nossa coletividade tão distraída
sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações


Seus amantes erravam cegos pelo continente,
levavam pedras feito penitentes
Ouvindo notícias plantadas em jornais
E um dia, afinal, terão o direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia que se chamará “Diretas Já!”
diretas já, diretas já


Vai passar, palmas pra ala dos turcos malditos
O bloco dos giltos retintos
e a corja das famiglias
Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma clube a cantar
A evolução da liberdade até o dia clarear
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral vai passar
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral... vai passar


sábado, 9 de julho de 2011

Marcos pré-santo

Com toda a polêmica a respeito em volta do caso Klebér e seu "amor pela camisa" só podemos tirar uma conclusão: palmeirense como nós só há o São Marcos (e talvez o Felipão). O resto é tudo profissional de futebol remunerado.
Mas enfim... não quero falar do Klebér e toda a polêmica envolvida nela. Acho que todos já estão saturados dessa novela. O tema desse post é outro: o que representava Marcos para nós antes de 1999?
Antes daquela histórica Libertadores em que nosso goleiro foi canonizado pela torcida, me recordo de poucas e raras participações do Marcos com nossa camisa. Se possível gostaria de saber também das lembranças de vocês.

Algúem tem alguma lembrança do Marcos entre 1992 até 1995? Confesso que a minha primeira lembrança desse careca (que tinha cabelo na época) foi em um jogo pelo campeonato Paulista de 1996 contra o Botafogo-RP (me corrijam se eu estiver errado). Era dia de mães e aquela máquina mortífera seguia a sua doce rotina de goleadas. Do Marcos em si só me lembro de um penalti que ele pegou quando a partida já estava definida. Talvez o primeiro milagre de uma longa série.
No mesmo ano o Marcos teve uma sequência de jogos após a contusão do Veloso no campeonato brasileiro. Pelas minhas memórias ele foi bem e chegou até a ser convocado pelo Zagallo para uma partida da Seleção. Mas confesso que não me lembro de nenhuma partida épica ou marcante do santo naquele campeonato.
Em 1997 e 1998 lembranças quase nulas dele. Estou ficando velho e com problemas de memória ou ele realmente pouco jogou nesses dois anos?
Chega o ano de 1999 e o Marcão tem a chance de ser titular no primeiro campeonato do ano: o Rio São Paulo (os titulares estavam fazendo pré-temporada para um certo campeonato continental). Chega o primeiro jogo contra o Vasco no Palestra. Marcão de titular e.... 5x1 para os cariocas!!!! Como confiar em um cara que toma 5 gols em casa? Cadê o Gilvan?heheehehe
Pois bem, na Libertadores a história é outra. O goleiro titular é o Veloso (após uma renovação muito complicada de contrato) e o Marcos vai apenas assistir do banco o título alviverde.

Mas a tragédia acontece!! O Veloso se contunde gravemente e agora a meta do nosso esquadrão montado para o título depende desse semi-careca. E agora? Tudo perdido? Porca miséria!!!!!
Alguém se lembra se foi em um jogo ou treino que o Veloso se machucou? Vocês já tinham confiança no Marcos ou ficaram com receio quando ele entrou?
Admito que acredito em destino, forças ocultas, etc. Pois só isso explica a história mágica do Marcos naquela Libertadores (e na sequência de sua carreira). O que ele fez contra gámbas e River não é possível descrever em palavras ou através da lógica. Após 7 anos no clube, um reserva caipira meio obscuro vira um mito! Será que estava escrito nas estrelas?
Bom...a partir daí já é uma história conhecida por todos. Uma história construída por um palmeirense (diferente de outros ídolos de barro) para todo o sempre. Amém!

domingo, 12 de junho de 2011

Da série: PQP... Ainda bem que já passou!!!- Palmeiras no Brasileirão/2006 (pré- Copa)

Convenhamos que a Copa de 2006 foi uma decepção para todos. O dentuço-1 estava gordo, o dentuço-2 só amarelou, o quadrado mágico estavá trágico, etc, etc... Mas para uma coisa a Copa do Mundo da Alemanha foi fundamental: para evitar que o Palmeiras não enfrentasse o vexame de mais uma queda no Campeonato Brasileiro.
Não faz tanto tempo assim (só 5 anos), mas mesmo assim é impressionante como alguns fatos não saem da memória: 2006 foi um ano terrível para nós, mas por outro lado foi um ano que passei a amar ainda mais o alviverde (se é que isso é possível). Eu explico os motivos:
- Em 2005 após os gambás terem comprado um campeonato Brasileiro e os tricolores ganharem em Tóquio, só podiámos nos agarrar pelo nosso amor ao Palestra em tempos tão amargos;
- Para amenizar a situação conseguimos uma classificação para a Libertadores de 2006 após uma vitória heróica de virida sobre o Fluminense (adversário direto) por 3x2 na última rodada do Zveitão-2005;
- Enfim... chega 2006 e os únicos reforços que animam são Edmundo e Paulo Baier. Os outros trastes que chegaram são de nível Bizu para baixo: Márcio Careca, Amaral (vindo do Fortaleza), Douglas (zagueiro), Enilton e Ricardinho (um meia armador que estava no Japão);
- No Paulista o time começou muito bem e a torcida estava empolgada principalmente pela volta do Edmundo. Infelizmente as derrotas contra os bambis e os sardinhas tiraram qualquer chance de título (pontos corridos em um turno único?!)
- Na Libertadores o time passou na pré- Libertadores com um futebol sofrível contra o Deportivo Táchira da Venezuela. Em um grupo relativamente difícil (Cerro Porteño, Rosário Central e Atlético Nacional-Colômbia), o time consegue a classificação com um desempenho absurdamente irregular: empata com o Cerro no Paraguai, ganha do Atlético e empata bisonhamente com o Rosário no Palestra, empata com o Rosário novamente na Argentina, ganha novamente e lindamente do Atlético na Colômbia e perde de maneira bisonha do Cerro no Palestra. Resultado: bambis novamente nas oitavas!
- Me lembro que o jogo contra o Cerro era véspera de um feriado (não me lembro qual) e o Palmeiras precisava vencer para evitar os bambis. Pois bem... o time conseguiu a façanha de perder para um timeco e ficar em segundo do grupo... Porca miséria!!!!
- Contra os bambis não vou comentar pois não falo sobre roubos e penaltis inventados!

Pararelo aos jogos das oitavas da Libertadores começa o Brasileirão-2006. E o time consegue uma série de resultados que me assusta até os dias de hoje:
Palmeiras 2x3 Ponte Preta
Figueirense 6x1 Palmeiras (Falar o que dessa tragédia?? Adeus Leão!!!!)
Palmeiras 1x2 Santos (se lembram do estratégista Marcelo Villar?? Que fim levou ele??)
São Caetano 2x0 Palmeiras
Palmeiras 1x1 Cruzeiro (primeiro ponto só na quinta rodada)
Palmeiras 2x1 Santa Cruz (única vitória no pré-Copa do campeonato)
Bambis 4x1 Palmeiras (aff... sem comentários)
Palmeiras 0x1 Grêmio (e dá-lhe agonia...)
Flamengo 2x1 Palmeiras
Atlético-PR 2x0 Palmeiras (graças a Deus chegou a Copa)

É isso mesmo... em 10 rodadas o time consegue a incrível marca de 4 pontos (1 vitória, 1 empate e 8 (!!!) derrotas). Graças a Deus o time conseguiu uma sequência de vitórias logo após a Copa para ao menos não cair.
Porém me lembro bem do desespero que foi quando o alviverde voltou a perder várias partidas no segundo turno e só se livrar do rebaixamento na penúltima rodada após mais um vexame (1x4 Internacional reserva no Palestra).

Vejam abaixo o "glorioso" time que enfrentou a Ponte Preta na estréia do campeonato:
Sérgio; Amaral (Cristian), Douglas, Leonardo Silva, Márcio Careca (Ricardinho); Marcinho Guerreiro, Correa, Paulo Baier (Claúdio), Marcinho; Edmundo e Washignton. Técnico: Leão

Em um post futuro escreverei sobre os reforços do Palmeiras durante a Copa de 2006 para evitar o rebaixamento e o desempenho do time no pós-Copa.

Tristes tempos de auto-entrevistas e Eniltons da vida...

terça-feira, 17 de maio de 2011

Denys: Injustiçado?

Existem alguns jogadores que ficam marcados (positivamente ou negativamente) na lembrança do torcedor por um jogo. Esse é o caso do nosso "condenado" do post: Denys.
Não cabe a mim lembrar qual o jogo e o lance que ele ficou marcado (até porque se trata de um jogo que nem merece lembrança). Mas para quem viveu àquela época, gostaria de saber se o nosso querido Denys era um bom jogador ou um perna-de-pau que não tinha jeito.
Como tinha apenas 3 anos em 1986 não posso opinar sobre o futebol de loirinho. A impressão que tenho é que era um bom lateral-esquerdo, mas que após aquele dia maldito nunca mais conseguiu se recuperar.
Ele tinha potencial para ser um gênio do futebol caso não ficasse estigmatizado? Com certeza essa dúvida assola a humanidade.

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domingo, 10 de abril de 2011

Da série: Graças a Deus que nasci depois: Palmeiras-1981

Palmeiras 1981:

Em pé,da esquerda para a direita: Benazzi, Vitor Hugo, Jaime Boni, Marquinhos, Darinta e João Marcos; agachados: Osni, Paulinho, Sena, Célio e Baroninho.

É impressão minha ou não tem um que se salva neste time? Posso ser muito injusto pois nunca vi esse time jogar, mas deve ser o pior Palmeiras de todos os tempos.

Essa foto é do time que disputou a Taça de Prata de 1981 após um patético Paulistão-80 (classificatório para o Campeonato Brasileiro do próximo ano). A vitória por 2x0 sobre o Guarani na Taça de Prata garantiu ao Palmeiras o direito de disputar a Taça de Ouro (Campeonato Brasileiro).

De bom fica apenas o belo uniforme branco e nada mais. Quem acompanhou essa época deve ter pesadelos até hoje com os jogadores em pé desse time...hehehee

Uma dúvida: quem foi o diretor de futebol do Palmeiras entre 1980 e 1982? Um cara desses não merece pena do morte? Mamma mia... com esse time nem o Frei Cebolinha dava jeito!

Pensando bem, o Palmeiras-1988 não era tão ruim assim...

*Foto retirada do site Terceiro Tempo (IG)

sábado, 2 de abril de 2011

Da série: Que timinho ruim, mas vencemos!- Palmeiras 2 x1 Internacional (1988)



Senhores.
Agradeço pra valer todos que comentaram meu post anterior. Infelizmente não tenho nenhum respeito pelos raros leitores do blog (ou bizuzetes...huahuahua). Peço desculpas!
Mas chega de saudade... aqui vai mais um post: a heróica vitória de um dos times mais patéticos do Palmeiras da história (o Palmeiras- 1988) sobre o Internacional de Porto Alegre na Copa União daquele ano.
O vídeo com os lances desse jogo estão no seguinte endereço: http://www.youtube.com/watch?v=7SYFs8AwVmU. Vale muito ver esse vídeo pelos seguintes motivos:
- Mostra um "momento herói" do Bandeira. Isso mesmo!!! O jogador Bandeira, considerado um dos piores jogadores que jogou no Palmeiras, fez um gol de voleio (!!!) nessa partida. Nem Ademir da Guia faria um gol tão bonito...hehehe. Essa deve ter sido uma das raras partidas em que ele não precisou sair do Palestra às 3:oo com medo da Mancha.
- Foi uma das raríssimas vitórias do Palmeiras no campeonato brasileiro de 1988. Posso estar dizendo bobagens, mas o Palmeiras chegou a estar ameaçado de rebaixamento e essa vitória alviverde foi importante para ao menos dar um alívio sobre o mesmo fantasma que nos atingiu em 2002.
- Dá uma baita nostalgia ver placar publicitárias daquele tempo: Banco Nacional, Nossa Caixa, Caninha Jamel, Filtros Fran. Só faltou o tênis Montreal e o Moto Rádio.

Enfim, no dia 08 de dezembro de 1988, uma quinta-feira a noite o esquadrão alviverde fez uma partida épica sobre o vice-campeão daquele ano e levou ao delírio 4.715 torcedores.

Palmeiras: Ivan, Márcio Alcantara, Toninho, Zanata, Amauri, Bandeira (Marcelo), Gerçon Caçapa, Lino, Edu Manga, André Luís Requena e Gaúcho. Técnico: Ênio Andrade

Internacional: Taffarel, Aguirregaray (aquele mesmo que depois vestiria nosso manto), Nenê, Casemiro, Edu Lima, Leomir, Luís Carlos Martins, Luis Fernando Flores, João Luís, Maurício, Nilson. Técnico: Abel Braga

Minhas considerações:
- Eu não sabia que o Ênio Andrade foi técnico do Palmeiras. Muitos ex-jogadores se referem a ele como um mestre, mas convenhamos que com esse time não dava para fazer milagre;
- Eu achava que o Bandeira não conseguia fazer nem cinco embaixadinhas, quanto mais gol de voleio...hehehe
- Pra quem viveu aquela época: quem era o craque do time? O Edu Manga ou o Gaúcho?
- Quem é esse tal de André Luís Requena? Ele merece uma "homenagem" aqui no blog?

Bem... por enquanto é isso meus caros amigos bizuenses... Até o próximo post!!!!

Desafio: Quem são os quatro jogadores da foto? (três deles são bem fáceis de reconhecer, um não faço a mínima idéia de quem é)

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domingo, 6 de março de 2011

Porque torcemos pela camisa!

Este blog foi uma infeliz tentativa de lembrar os trastes do passado celebrando os bons momentos do presente. Infelizmente isso não aconteceu.
Importante destacar que apenas os perebas são motivos de piada. Nunca a camisa. A camisa é imaculada! Torcemos pela camisa independente de quem a vista. Seja o Evair ou o Edinho Baiano. O jogador é secundário frente a camisa que ele veste e a história que ela representa.
Não sei quantificar o quanto o Palmeiras representa na minha vida. Talvez 10% ou 90%. Talvez se ao invés de acompanhar o Palmeiras eu gastasse esse tempo estudando eu já teria ganho o prêmio Nobel de alguma coisa. Talvez muito ou demais.
Só sei que se o Palmeiras fosse qualquer outra "coisa" que não a camisa, eu já teria largado faz tempo. Se fosse uma mulher? Nem a top model mais gata do mundo valeria tão a pena. Se fosse uma religião? Já teria virado ateu ou feito um pacto com o diabo. Se fosse um amigo? Prefiro ficar solitário. Se fosse dinheiro? Deixa pra lá, fico pobre mesmo. Se fosse um filho? Vai moleque ser gauche na vida que eu desisto.
Uma pena que os dirigentes não entendem a força e o poder que a camisa possui. Do fascínio, admiração e inveja que ela causa. Só sabem do ódio que os outros possuem até porque eles compartilham do mesmo ódio. Uma pena! Ainda bem que a camisa sobreviverá. Imaculada como sempre!
Então que próxima partida continuemos a dizer: "Vai Luan! Domina essa bola direito...Pqp! Honra essa camisa que vale tanto e tantos outros amam!".

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Rovilson: um talento que o mundo perdeu

Após mais um sumiço este infame blog, que sempre perde e despreza seus poucos leitores, volta em "pequeno estilo": Rovílson.
A foto em tamanho micro foi o que deu para conseguir. Os registros do craque com a camisa do Palmeiras são tão raros quanto as vitórias do Corinthians na Libertadores...hehehe
Dois laterais-esquerdos foram contratados pelo querido Mumu para resolver o problema da posição em 2001: Misso e Rovilson. O Misso...bem... sem comentários... só não faço um post dele porque nunca encontrei nenhuma foto do cara na internet. O Misso é mito!!!
Mas voltando ao assunto do post: o Rovílson tinha 20 anos à época e era uma revelação do América de Rio Preto (alguém me corrija se estiver errado). Nas minhas memórias fez um futebol feijão-com-arroz nota 5 até se machucar gravemente em uma partida contra os bambis (1x0 Alviverde com um gol do Tuta(!?). Depois nunca mais ouvi uma notícia dele.
Se eu fosse americano colocaria uma foto dele naquelas caixas de leite que aparecem nos filmes com a mensagem: "Desaparecido"...huahuahua. Ache que nem a família do Rovílson sabe onde ele está. Alguém tem notícias dele e os times que ele passou depois do Palmeiras?

*Obs: Na foto aparece ele "driblando" dois jogadores do Goias. Esse é o cara!


domingo, 14 de novembro de 2010

Asprilla: Mete o pé nessa bola!!!!

Contratado após o título da Libertadores de 1999, o colombiano Asprilla foi o único reforço de peso para a disputa do Mundial Interclubes. Procedente do Parma, o colombiano seria uma arma importante e experiente para enfrentar o Manchester.
Pelo que li algumas vezes, o Felipão era contra a vinda do colombiano e de outros reforços (dizem que até o Romário foi oferecido). Scolari confiou no grupo campeão, o que hoje me parece um erro que até ele reconhece.
Estranhamente o que era pra ser um segundo semestre tranquilo após o inesquecível título sulamericano foi muito turbulento. Lembro-me vagamente de um protesto da Mancha em um treino do Palmeiras no qual a torcida quebrou quadros com homenagens aos jogadores após eles não comparecerem à entrega do prêmio. Também me lembro de algumas declarações polêmicas do Marcos, denúncias de alguns jogadores exagerando na noite e notícias de brigas internas . O grupo não era tão unido quanto parecia no primeiro semestre.
Na final contra o Manchester o Asprilla foi titular e pelo que me consta que fez um bom jogo. Depois daquela data nunca mais revi (e não faço questão nenhuma) nenhum lance daquele jogo, mas nas minhas memórias o Palmeiras massacrou o Manchester e pedeu inúmeras chances de gol. Enquanto alguns times são massacrados pelo Liverpool e ganham, outros massacram o Manchester e perdem... zica, zica ,zica!!
O Evair entrou durante o jogo e ficou muito chateado com o Felipão por não ter sido titular. Ele até pulou o muro no final do ano e nem sei se já perdoou o Felipão. Mas para mim quem "sumiu" naquele fatídico jogo foi o Paulo Nunes.
O jogo no Japão passou, meio time foi embora e o Asprilla ficou. Meio indiferente, meio displicente, mas às vezes fazia um golzinhos no melhor estilo habilidoso mas com sangue de barata.
Até que chega a final da Libertadores de 2000 contra o Boca e o lance que marca para a mim a passagem do jogador no Palmeiras: Segundo jogo. Metade do segundo tempo. 0x0. Um lance meio confuso e meio que por milagre a bola está passando rente a linha do gol sem goleiro para o Asprilla e um jogador do Boca dividirem. Era só enfiar o pé na bola. Vai meu filho!!!! Chuta!!!! Mas o Asprilla não consegue e apesar de sofrer um penalti induscutível não somos como um time alvinegro para sermos "ajudados" pela arbitragem. Porca miséria! (Alguém se lembra desse lance?)
Posso até estar muito enganado a respeito dos relatos sobre as partidas contra o Manchester e o Boca. Afinal de contas nunca mais fiz nenhuma questão de rever as partidas. Portanto fiquem a vontade para discordar da minha opinião nesse post.
De bom do Asprilla guardo o título da Copa dos Campeões. Era um jogador habilidoso, mas muito displicente (no melhor estilo colombiano de jogar futebol). Ganhar ou perder para o Asprilla não parecia ser tão importante. E talvez até por isso perdemos com ele quando merecíamos ganhar.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

"Chora Viola, imita o porco agora!"

Quem viveu a semana entre 7 e 11 de junho de 1993 provavelmente não deve se esquecer o inferno que foi no trabalho ou na escola ou na vizinhança ou até em casa. Hoje todo mundo se lembra do inesquecível 4x0 que acabou com o jejum e parece que foi moleza. Não foi! Após a derrota na primeira partida da final, a tensão e carga emocional eram terríveis para nós (quase insuportáveis).
Não me lembro de muita coisa do primeiro jogo final do Paulista-93 A partida não passou na TV (pelo que eu me recorde) e sofri muito ouvindo pelo rádio. Pelas minhas poucas memórias, a chance de acabar com o jejum pesou e o Palmeiras jogou muito mal. Para completar o "querido" Viola fez um gol muito, muito esquisito e comemorou imitando um porco.
Imaginem o que nós palmeirenses sofremos naquela semana dos infernos após a partida. E o pior de tudo era que não tinhámos argumentos para rebater as gozações. Só poderiámos ficar calados, esperar e rezar para que a sorte mudasse no próximo sábado.
Posso dizer que tive contribuição direta na conquista daquele título. No dia da segunda partida coloquei um recorte de jornal com a foto do Viola no pé-esquerdo e outro do time do Palmeiras no pé direito. Não sou suspersticioso e nunca mais repeti tal ritual, mas naquele dia tinhámos que ganhar de qualquer jeito, qualquer esforço era válido, se precisasse até matava uma galinha-preta... huahuahua (acho que naquela data milhões de palmeirenses fizeram orações, mandigas, promessas, etc, etc)
Felizmente ganhamos e tão bom quanto o dia 12 de junho de 1993 foi o dia 14 de junho de 1993 (segunda-feira). Em que pudemos lavar a alma e descontar em dobro qualquer piadinha da semana anterior. Duas frases ficaram na minha memória: "Viola imundo, seu sálario é o café do Edmundo" e a mais poética de todas: "Chora Viola, imita o porco agora". Alguém se lembra de outras?
*Obs: Nem falei nada da passagem do Viola pelo Palmeiras entre 1996 e 1997, Acho que se ele ganhasse o título brasileiro de 1997 talvez virasse ídolo, mas prefiro falar de 1993...hehehe